Menu
Brasília

Educação e Saúde se únem para melhorar ensino de alunos com transtornos

Arquivo Geral

26/03/2010 15h24

Com o objetivo de propor melhoras na saúde mental das crianças e adolescentes da rede pública de ensino, as secretarias de Educação e Saúde do Distrito Federal vão criar uma Câmara Temática. O grupo formado por professores, pedagogos, psicólogos, médicos, entre outros, irá discutir questões para melhorar o atendimento escolar de estudantes que passam por dificuldades. Isso acontece porque algumas doenças que dificultam o aprendizado muitas vezes não são detectadas.

 

O assunto foi pauta de reunião na manhã desta sexta-feira (26) entre o governador em exercício, Wilson Lima, representantes das duas secretarias, Batalhão Escolar da Polícia Militar e Comissão de Direitos Humanos da Câmara Legislativa, representada pela vice-presidenta, deputada Érika Kokay. Na próxima quarta-feira será apresentado ao governador o projeto de lei que cria a Câmara Temática e define suas atribuições.

 

O secretário de Saúde, Joaquim Barros, detalhou quais serão os benefício desta nova medida. “O professor identificará em sala de aula o comportamento de estudantes que sejam inadequados, como sinais de violência, esquizofrenia, transtornos bipolares, entre outros. Posteriormente, o aluno será encaminhado ao Centro de Orientação Médica Psicopedagógica (Compp), que oferecerá atendimento psicológico ou psiquiátrico adequado”, disse Barros.

 

Os estudantes que possuem alguma dependência química também serão alvo de discussões da Câmara Temática e das políticas adotadas para melhorar os serviços públicos. “Vamos implementar ações de saúde que melhorem programas como o Saúde da Família” , ressaltou Barros, reforçando que alguns transtornos são frutos de famílias desestruturadas.

 

Para a secretária de Educação, Eunice Santos, a integração com as áreas da Saúde, Assistência Social, Cidadania e Justiça vai ajudar para que o atendimento aos alunos com conduta de transtorno seja mais digno. “Essa questão não pode ser atendida somente na área da educação, essas crianças têm diagnósticos complexos e precisam ser atendidas também por um psicólogo, psiquiátrico e médico”.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado