O Governo do Distrito Federal, por meio da Secretaria do Meio Ambiente (Sema-DF) e do Fundo Único do Meio Ambiente (Funam-DF), publicou o edital Recupera Cerrado II: Monitoramento e Gestão Adaptativa de Áreas em Recuperação, que selecionará uma organização da sociedade civil (OSC) para atuar em parceria com o governo na manutenção, monitoramento e enriquecimento de 218,35 hectares de áreas em processo de recuperação ambiental no Distrito Federal.
Com investimento estimado em R$ 3,8 milhões e prazo de execução de 18 meses — prorrogável por igual período —, os recursos são provenientes da compensação florestal vinculada ao Funam. A iniciativa reforça as ações do GDF na restauração ecológica do Cerrado, especialmente nas margens do Lago Paranoá e em unidades de conservação.
Desde 2019, o governo tem conduzido diversos projetos de recomposição vegetal, como os 75 hectares implantados na Orla Sul do Lago Paranoá com recursos do Funam, outros 40 hectares na Orla Norte em parceria com o Serviço Florestal Brasileiro e a Fundação Banco do Brasil, além de 171 hectares em parques e unidades de conservação com apoio da Cargill e do Instituto Perene. Também foram recuperados 21 hectares pelo projeto CITinova, com recursos do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF). No total, o DF acompanha mais de 307 hectares de Cerrado em recuperação.
Segundo o secretário do Meio Ambiente, Gutemberg Gomes, o novo edital representa uma continuidade das ações de preservação. “A recuperação do Cerrado exige tempo, cuidado e compromisso. Com este edital, o GDF garante que os investimentos feitos até agora não se percam e que as áreas continuem se desenvolvendo. É uma ação que une técnica, planejamento e responsabilidade ambiental”, afirmou.
O projeto prevê irrigação, adubação, controle de espécies invasoras, reposição de mudas e introdução de novas espécies nativas. Haverá também monitoramento técnico conforme o Protocolo de Recomposição da Vegetação Nativa do Brasília Ambiental, além de atividades de educação ambiental voltadas a estudantes e comunidades próximas.
As ações ocorrerão em 42 áreas distribuídas pelas orlas Sul e Norte do Lago Paranoá, Parques Ecológicos Ermida Dom Bosco, das Garças, Garça Branca, Copaíbas, Veredinha, Águas Claras, Riacho Fundo e Paranoá, além das Áreas de Relevante Interesse Ecológico (ARIEs) do Riacho Fundo e Paranoá Sul e da Região Administrativa de Brazlândia.
A vice-governadora Celina Leão destacou que o edital reafirma o compromisso do governo com a sustentabilidade. “O Cerrado é o berço das águas do Brasil e precisa ser protegido. Essa iniciativa mostra que o nosso governo alia desenvolvimento, conservação ambiental e qualidade de vida”, declarou.
Podem participar do chamamento organizações sem fins lucrativos com pelo menos cinco anos de atuação e experiência comprovada em projetos de recuperação de vegetação nativa do Cerrado. O prazo para envio das propostas é de 40 dias após a publicação do edital no Diário Oficial do DF.
As inscrições devem ser feitas conforme as instruções disponíveis no site www.sema.df.gov.br. Uma oficina de esclarecimento será realizada no dia 19 de novembro, no auditório da Sema (SEPN CRN 511, Ed. Bittar III – Bloco B, 2º andar). O resultado provisório será divulgado até 10 dias úteis após o encerramento das inscrições, seguido de prazo recursal de cinco dias corridos. O resultado final sairá em até 10 dias após a análise dos recursos.
“Com ações integradas, o GDF mostra que a preservação do Cerrado é prioridade. Estamos fortalecendo políticas públicas que garantem um futuro mais verde e equilibrado para o DF”, concluiu o secretário Gutemberg Gomes.
Com informações da Secretaria do Meio Ambiente do DF