Então é Natal, a data cristã e independente do que cada um tenha feito ao longo do ano, esta é a data perfeita para os reencontros de amigos e familiares que com as festividades de final de ano, aproveitam para se reunir e celebrar com uma boa refeição e troca de presentes. O Jornal de Brasília falou com alguns brasilienses sobre as tradições e comemorações das famílias na hora da ceia natalina.

A professora Annesley Montenegro, 49 anos, considera o Natal uma data muito importante. “Desde criança sempre passamos os dias 24 e 25 em família”, conta. Ela lembra que esse é o momento em que desde quando era mais nova, se reunia com primos, tios, avós, irmãos, pais e até amigos sempre bem acolhidos na família. “Depois alguns dos parentes foram morar com Deus, mas não deixamos a tradição de estarmos juntos”.
Os ritos dos dias 24 e 25 começam sempre com a ida à missa, depois Annesley comenta que a família se reúne sempre na casa de algum parente. “Nós fazemos uma oração de agradecimento a Deus, nos abraçamos, ceiamos e sempre tem uma brincadeira para descontrair”. A professora conta que das atividades que costuma planejar para o dia de Natal com a família, ela já fez amigo secreto, amigo da onça, sorteio, bingo, amigo oculto só de barras de chocolate, que no final só uma pessoa sai com dinheiro. “Esse ano estou pensando em fazer um leilão com presentes simples”.
No Natal de 2016, Annesley chegou a fazer com os familiares, uma espécie de cápsula do tempo. “Era uma caixa em que depositamos um papel com nossos sonhos e perspectivas de vida para os próximos cinco anos. Nós vamos abri-la neste Natal. Vai ser emocionante”. Ela acha graça ao lembrar que como ninguém podia mexer na caixa durante cinco anos, o objeto foi esquecido. “Mas nesse ano de 2024 ela foi encontrada e será aberta nesta noite de Natal”. Infelizmente, Annesley recorda que uma tia faleceu e não vai estar presente para ler quais foram os planos que tinha depositado na cápsula.
Annesley conta que como ela atua como gestora escolar, sempre gostou de dinâmicas como essas. A professora gosta de pesquisar, combinar com colegas de trabalho e realizar essas atividades nas confraternizações de trabalho, antes de levar para a família. “Penso que além de conversar, ou antes mesmo de nos emocionar e rezar, tento levar descontração para as noites de Natal”. Para ela, esse encontro de Natal será bastante emocionante, principalmente pela abertura da caixa. “Eu mesma não lembro de tudo que escrevi. Tenho certeza que teremos muitas surpresas”.
A tradição de celebrar a vida
A autônoma Ana Claudia de Sousa, 31 anos, está ansiosa para a ceia de Natal que está se aproximando. Ela gosta muito de comemorar este feriado em família. Normalmente, a tradição organizada por Ana é comemorar com a dinâmica de amigo oculto, mas esse ano foi um pouco complicado. “Não conseguimos fazer o amigo oculto. Mas passaremos essa data juntos como sempre e isso que importa”.
Mesmo sem os presentes secretos, a virada do dia 24 para 25 vai ser de muitos presentes e celebrações de vida para a família de Ana Claudia. “Esse ano nós temos um motivo especial para comemorar, meu tio passou por duas cirurgias graves e Deus permitiu que ele estivesse conosco”, finalizou.