Mais de 65 mil foliões se divertiram no bloco Babydoll de Nylon, que ocorreu próximo ao Memorial JK. Muitos preferiram evitar gastar e levaram o próprio isopor com o que iriam consumir. Outros, para se proteger do sol, montaram tendas para ficar mais à vontade, principalmente os que estavam com crianças.
Por volta das 20h, os organizadores desligaram os sons. Mesmo sem música, muitas pessoas continuam no local. O trânsito na região está bastante complicado. Até o momento nenhuma ocorrência foi registrada pela Polícia Militar.

Trânsito
As vias S1 e N1 do Eixo Monumental ficaram totalmente totalmente interditadas para o Babydoll de Nylon. De acordo com o Detran, o trânsito será desviado para a 3ª avenida do sudoeste retornando pela 1ª avenida na parte sul. Já na parte norte, o trânsito será deslocado para a via EPAA, retornando à via N1 pela avenida do Exército. A liberação da via está condicionada à desocupação da via por parte dos foliões, previsto para às 22h.
Ainda segundo Detran, dez equipes da corporação estão presentes no evento, além de uma aernave, dois guinchos e uma empilhadeira.
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Quando o bloco surgiu, em 2011, a intenção era buscar um meio de se divertir no carnaval brasiliense. Os seis organizadores desembolsaram R$ 400 para contratar um carro de som e atrair 120 pessoas.
O bloco, que se intitula o menor, mais ridículo e menos promissor bloco de carnaval do Brasil, tem como marca registrada foliões travestidos de camisolas, mas também tem quem queira participar da folia com outras fantasias, como de super-heróis, fadas, anjos e o que mais a imaginação e a disposição dos foliões inventa.
Entre eles está o estudante Alexandre Rodrigues, frequentador do bloco desde 2014, fantasiado com a indumentária que identifica o bloco, ele afirma que gosta de desfilar porque “o bloco é muito alto astral. Sempre venho com os amigos, aqui a gente se diverte, sai todo mundo fantasiado de babydoll para mostrar a nossa sensualidade”, brincou.
A psicóloga Thaís Fernandes disse que é muito divertido ver quase todo mundo de vestido e camisola. “É muito bom, as pessoas mostram um lado alegre, e com as músicas o clima fica fantástico”, disse.
Mãe do pequeno Téo, de 3 anos e meio, a funcionária pública Ivna Machado disse que gosta do bloco porque ele é tranquilo. Acompanhada de um grupo de pais com crianças entre 3 e 7 anos, ela disse preferir o Babydoll porque dá para levar crianças. “Sempre me senti muito confortável aqui. A gente sempre traz de casa uma toalha e estende embaixo das árvores, e quando acaba a energia das crianças elas podem descansar. Daí que dá pra brincar o carnaval e tomar conta do filho”, disse.
De acordo com a PM, a opinião da funcionária pública está certa. Os policiais que atuavam na segurança do bloco informaram à Agência Brasil que a festa estava transcorrendo sem incidentes. “A organização colaborou muito com o nosso trabalho, o que ajudou muito na segurança do evento. Foi o melhor bloco em termos de cumprimento daquilo que é acordado com a polícia”, disse o tenente Braga.
O tenente lembrou que a população também pode ajudar, evitando levar garrafas de vidro para a folia. ”Estamos fazendo ações para coibir a entrada de garrafas de vidro nos blocos de rua de Brasília. Então, fica a dica para que as pessoas não tragam essas garrafas para a festa”.
Sem o desfile das escolas de samba pelo segundo ano seguido, o carnaval do DF tem se concentrado cada vez mais nos blocos de rua. Em 2015, o Babydoll atraiu 50 mil pessoas para seu desfile, quando a organização do bloco tinha expectativa de levar 25 mil pessoas ao local. Essa animação já coloca o bloco em destaque no carnaval brasiliense, ao lado de algumas agremiações históricas como o Pacotão e a Baratona.
Por atrair a atenção de tantos foliões, o bloco teve que mudar de local em 2013. Antes, a agremiação se concentrava na primeira rotatória da Quadra 201 Sul. Como ela ficou pequena, o bloco foi para a Zona Central. O trajeto, contudo, continua o mesmo: uma rotatória. De hora em hora o bloco dá uma volta.
No momento, o bloco reafirma sua razão de ser, pois como diz a letra cantada por Robertinho de Recife, o bloco nasceu da brincadeira de fazer homens e mulheres se convencerem de que “babydoll de nylon combina com você”.
Galinho de Brasília

Cerca de 30 mil foliões foram conferir o frevo do Galinho de Brasília. A concentração aconteceu na 201 Sul e seguiu para a 203/204 Sul, onde a quadra foi fechada para receber o bloco. O som deverá ser desligado às 22h, segundo a organização do evento.
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nseguiu viajar para Recife (PE) em 1992, onde iriam curtir o bloco do Galo da Madrugada. Por isso, decidiram trazer o frevo para a capital federal e fundaram o bloco Galinho de Brasília. Em meio a uma nova crise econômica, neste ano o 25º carnaval do Galinho quase não se realizou. Para garantir o desfile, a organização precisou fazer uma vaquinha coletiva para ajudar com os custos da festa.
“Para fazer um Galinho como gostaríamos, seria algo em torno de R$ 800 mil. Conseguimos enxugar para R$ 260 mil este ano, otimizando tudo. As pessoas gostam do Galinho, o que nos ajuda. O bloco é referência em Brasília. Vamos usar essa prerrogativa para fazer um carnaval melhor em 2017”, disse Romildo de Carvalho Júnior, um dos criadores do bloco.
Segundo ele, mesmo com alguns patrocínios e o apoio do Governo do Distrito Federal com banheiros químicos e policiamento, a vaquinha continua aberta pela internet, de modo que o bloco consiga fechar as contas.
O bloco, já tradicional no Distrito Federal, saiu às ruas hoje (6) com a mesma proposta de quando foi criado, em 1992: um carnaval de raiz no ritmo do frevo. “Mas o Galinho não é só frevo. É maracatu, caboclinho, cavalo marinho, banda de pífanos, pastoril, papangus, folia de reis e bumba meu boi. São várias manifestações culturais e queremos fazer a recuperação desses valores para a cultura brasiliense”, acrescentou Romildo.
A taquígrafa Regina Célia disse que vir ao Galinho de Brasília já é tradição na família e todos os anos ela vem com os filhos. “É um bloco bacana, gente de todas as idades, principalmente famílias com filhos pequenos. É um tipo de carnaval que não vai sair nunca da raiz do povo brasileiro. Com as escolas de samba do Rio de Janeiro se elitizando cada vez mais, os blocos de rua são uma oportunidade para que todos possam participar, independente de questão financeira. Além de toda essa tradição do frevo, que é um carnaval mais animado”, afirmou Regina Célia.
“Nós estamos de Maria Lava Jato e sabemos sobre tudo o acontece lá no Congresso. Sou a Jujuzinha e estou esperando o japonês para me pegar”, informou o técnico em segurança do trabalho Eliézer Torres.
A fantasia dele e dos demais integrantes do grupo é uma referência à Operação Lava Jato, da Polícia Federal (PF), que investiga desvio de recursos e lavagem de dinheiro envolvendo a Petrobras. O japonês que Eliézer espera é o agente Newton Ishii, chefe do Núcleo de Operações da PF no Paraná, que aparece na mídia durante a escolta de alguns presos.
Segundo Elíezer, há mais de 15 anos ele e a família curtem o carnaval no Galinho. “Todo ano estamos com uma fantasia diferente e falando sobre o que está ocorrendo no Congresso [na política]. Todo ano fazemos uma crítica.”
A professora Mércia Cruz veio de Formosa (MG) para curtir o feriadão em Brasília. “Como nossa cidade não tem carnaval, viemos para o lugar mais próximo. Escolhemos o Galinho porque é um bloco tradicional, onde podemos brincar tranquilamente, já que não temos dinheiro pra desfilar no Galo da Madrugada”, brincou Mércia, que veio com a família vestidos de noivos.
O bloco Galinho de Brasília sai novamente na segunda-feira (8), a partir das 14h, na SQS 202, próximo à sede da Caixa Econômica Federal.





