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Brasília

Durante horário de verão, estiagem tem impacto negativo na economia

Arquivo Geral

15/10/2014 8h25

Carla Rodrigues, com agências

carla.rodrigues@jornaldebrasilia.com.br

O horário de verão começa  à 0h do próximo domingo. E, neste ano, a população vai ficar com os relógios adiantados por mais tempo, até   22 de fevereiro de 2015. A redução no consumo de energia elétrica, contudo, pode ser menor do que em 2013. Em função da estiagem, a previsão do Ministério de Minas e Energia (MME) é de que sejam poupados apenas R$ 278 milhões, desempenho inferior aos R$ 405 milhões do verão passado. 

Em todo o País, o governo aponta uma redução de 4,5% na demanda de energia   entre 18h e 21h. Em 2013, o DF conseguiu diminuir em 0,4% o consumo. Com a mudança, “foi possível diminuir o risco de blecautes localizados”, afirma a CEB, sem antecipar a previsão para este ano. 

Contrariados,  muitos brasilienses contestam a medida.  “Seria mais fácil se todo mundo controlasse o consumo o ano todo. O horário  só bagunça a vida das pessoas. Interfere na nossa alimentação, no nosso sono e, também, no nosso trabalho, porque ficamos mais cansados”, avalia a atendente Gentileza Fonseca, 42 anos. 

O especialista em sono e fisiologia Carlos Alberto de Assis concorda com a atendente e afirma: “O único jeito de reduzir os danos no organismo é dormir mais cedo, uma hora antes do que de costume”. Para que isso ocorra com mais facilidade,  “é importante fazer uma refeição leve antes de deitar e buscar não agitar o corpo à noite”.  

Entre os que amam e odeiam o horário de verão, há até aqueles  indiferentes à mudança. “Procuro me adaptar. Por exemplo, costumo me exercitar pela manhã, mas, com o horário de verão, meu organismo vai pedir para dormir mais, porque demora a ficar claro. Então, vou fazer minhas atividades no fim da tarde. Não vejo mistério nisso e me agrada muito a ideia de consumirmos menos energia”, opina o servidor  Eduardo Ferreira, 56 anos. 

Mais calor nos próximos dias
 
 O horário de verão chega com uma onda de calor em quase todo o País. E é justamente por isso que a economia  será menor. Com os reservatórios das hidrelétricas em baixa, mais térmicas tiveram de ser acionadas, e elas são fontes mais caras e poluentes de energia. Para o desespero dos brasilienses que sonham com algumas gotas de chuva, segundo o Instituto de Meteorologia (Inmet), os próximos dias também serão de  altas temperaturas e umidade relativa do ar baixa. Chuva mesmo só no mês que vem. 
 
 “A temperatura deve chegar a 33 ºC. O céu vai ficar parcialmente nublado, com névoa seca nos próximos dias. A umidade do ar varia entre 50% pela manhã e 15% à tarde. Neste mês, há possibilidade de pancadas de chuva depois do dia 20, mas bem irregulares”, diz o meteorologista Hamilton Carvalho. 
 
 

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