Carla Rodrigues, com agências
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O horário de verão começa à 0h do próximo domingo. E, neste ano, a população vai ficar com os relógios adiantados por mais tempo, até 22 de fevereiro de 2015. A redução no consumo de energia elétrica, contudo, pode ser menor do que em 2013. Em função da estiagem, a previsão do Ministério de Minas e Energia (MME) é de que sejam poupados apenas R$ 278 milhões, desempenho inferior aos R$ 405 milhões do verão passado.
Em todo o País, o governo aponta uma redução de 4,5% na demanda de energia entre 18h e 21h. Em 2013, o DF conseguiu diminuir em 0,4% o consumo. Com a mudança, “foi possível diminuir o risco de blecautes localizados”, afirma a CEB, sem antecipar a previsão para este ano.
Contrariados, muitos brasilienses contestam a medida. “Seria mais fácil se todo mundo controlasse o consumo o ano todo. O horário só bagunça a vida das pessoas. Interfere na nossa alimentação, no nosso sono e, também, no nosso trabalho, porque ficamos mais cansados”, avalia a atendente Gentileza Fonseca, 42 anos.
O especialista em sono e fisiologia Carlos Alberto de Assis concorda com a atendente e afirma: “O único jeito de reduzir os danos no organismo é dormir mais cedo, uma hora antes do que de costume”. Para que isso ocorra com mais facilidade, “é importante fazer uma refeição leve antes de deitar e buscar não agitar o corpo à noite”.
Entre os que amam e odeiam o horário de verão, há até aqueles indiferentes à mudança. “Procuro me adaptar. Por exemplo, costumo me exercitar pela manhã, mas, com o horário de verão, meu organismo vai pedir para dormir mais, porque demora a ficar claro. Então, vou fazer minhas atividades no fim da tarde. Não vejo mistério nisso e me agrada muito a ideia de consumirmos menos energia”, opina o servidor Eduardo Ferreira, 56 anos.
