O técnico Dunga disse que o calor da cidade chinesa de Shenyang foi um dos maiores adversários da seleção brasileira durante a vitória de 1 a 0 sobre a Bélgica, pela estréia no grupo C dos Jogos Olímpicos.
Para o treinador, o campo parecia “uma sauna” e prejudicou o rendimento de seus atletas, que ainda não estão na melhor forma.
“A maioria vem de pré-temporada e não está em sua melhor condição física”, explicou Dunga, que também reclamou da grama alta.
“Era complicado dominar a bola e os jogadores precisavam de dois ou três toques para poder controlá-la. A grama alta prejudica equipes técnicas como o Brasil”, completou.
Em relação ao jogo, Dunga se mostrou satisfeito e disse que seus comandados “trabalharam bem a bola”. Para o treinador, a seleção encarou um adversário muito preocupado em se defender.
“A Bélgica ficava todo o tempo atrás da linha da bola e não deixava espaços”, afirmou o técnico, que ficou feliz com a vitória na estréia.
“Ganhar o primeiro jogo de qualquer campeonato sempre é difícil. Fiquei satisfeito porque fizemos tudo que praticamos nos treinos”, acrescentou.
O capitão da conquista do Mundial de 1994 também disse concordar com a expulsão do zagueiro belga Vincent Kompany, no fim do segundo tempo.
“O juiz apenas seguiu as regras da Fifa. O jogador cometeu a falta por trás, o que sempre merece cartão”, disse.
Já o técnico belga, Jean-François de Sart, discordou de Dunga e disse que a “arbitragem fez a diferença no jogo de hoje”.
Apesar da derrota, o treinador gostou da atuação de seus comandados.
“Estou muito orgulhoso da atuação dos meus jogadores. A Bélgica chegou inclusive a jogar melhor que o Brasil em alguns momentos da partida”, afirmou.