A Nova Zelândia está longe de ter tradição no futebol, mas o técnico Dunga promete tomar todos os cuidados com o segundo adversário da seleção brasileira nas Olimpíadas-2008. Na visão do treinador, o time da Oceania também sabe jogar com a bola no chão.
”É um time com muita força física, é forte na bola área, mas também sabe trabalhar outras jogadas e tem até mais qualidade técnica do que a Bélgica. Foi uma equipe que surpreendeu. Acho que vão criar dificuldades como todos os adversários”, definiu Dunga, após o treino desta sexta-feira no Tiexi Sports Centre Stadium, em Shenyang.
Só que na primeira apresentação nos Jogos Olímpicos, a Nova Zelândia demonstrou um futebol burocrático e perdeu dois pontos no confronto contra frágil China. Assim, sabe que precisa de, pelo menos, um ponto contra os brasileiros para manter a esperança de classificação.
Já o Brasil, com a vitória sobre a Bélgica, aumentou seu favoritismo para ficar com a primeira colocação do grupo C. Se vencer a Nova Zelândia e contar com um empate entre belgas e chineses, os pentacampeões mundiais garantem, inclusive, o primeiro lugar da chave de forma antecipada.
Mesmo assim, Dunga evita fazer projeções sobres as quartas-de-final. Se garantir a vaga, o Brasil vai enfrentar um adversário do grupo D, que tem Itália, Camarões, Coréia do Sul e Honduras.
”Não podemos pensar no adversário das quartas-de-final até porque vai criar uma grande repercussão. Quando se fala algo, cria-se uma atmosfera muito grande”, explicou Dunga, ao ser questionado sobre um temor de jogar contra um adversário africano. Em 1996, o Brasil foi eliminado das Olimpíadas pela Nigéria. Quatro anos depois, caiu diante de Camarões. “Devemos tratar cada partida de cada vez”, emendou.