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Brasília

Drones reforçam combate ao mosquito da dengue no DF

Tecnologia permite identificar criadouros do Aedes aegypti e orientar ações mais precisas das equipes de vigilância

Redação Jornal de Brasília

11/11/2025 17h10

Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF

Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF

O combate ao mosquito da dengue ganhou um reforço tecnológico no Distrito Federal. Desde outubro, drones contratados pela Secretaria de Saúde (SES-DF) estão sobrevoando diferentes regiões administrativas para identificar possíveis focos do Aedes aegypti, transmissor de doenças como dengue, zika e chikungunya. A estratégia, que utiliza inteligência artificial para analisar imagens aéreas, tem o objetivo de tornar o enfrentamento mais ágil e eficiente.

Na última sexta-feira (7), os equipamentos mapearam áreas do Paranoá, mas já passaram por regiões como Ceilândia, Brazlândia, Sol Nascente, Estrutural, São Sebastião, Arapoanga e Fercal. A meta é cobrir 30% do território do DF, priorizando locais com maior incidência de casos.

De acordo com a agente de Vigilância Ambiental em Saúde, Gleyciane Ferreira, a ferramenta tem sido fundamental para orientar o trabalho de campo. “O drone faz com que vejamos a área de cima, direcionando melhor nossa atuação no combate aos focos. Quando chegamos nas residências, podemos apontar exatamente onde há problemas, como uma caixa d’água destampada. É um instrumento muito certeiro”, afirmou.

O serviço faz parte do projeto Voo pela Saúde, executado pela empresa GRS80, contratada pela SES-DF por um ano. Segundo o representante da iniciativa, Pedro Vasconcellos, as imagens captadas pelos drones — chamadas de ortofotos — possuem alta resolução. “A qualidade permite identificar até pequenos focos de água parada”, explicou.

Após o mapeamento, um sistema de inteligência artificial processa as imagens e indica os locais mais prováveis de concentração de criadouros. Em seguida, os dados são revisados por técnicos e enviados às equipes de vigilância para ações corretivas.

Além de detectar focos, os drones também podem aplicar larvicidas em locais de difícil acesso. O produto é levado em um invólucro solúvel até o ponto identificado, garantindo o tratamento mesmo em áreas onde os agentes não conseguem chegar.

A combinação entre tecnologia, análise de dados e vigilância de campo tem se mostrado uma aliada importante para o controle do mosquito e a prevenção de surtos no DF.

Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)

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