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Brasília

Drones inovam limpeza da Ponte JK com jatos de água do Lago Paranoá

Manutenção inédita utiliza tecnologia para remover sujeira dos arcos sem poluentes químicos, minimizando impactos no tráfego.

Redação Jornal de Brasília

18/03/2026 12h01

18.3. ponte jk. foto lúcio bernardo jr. agência brasília2

Serviços que exigem mais espaço estão sendo feitos durante a noite, de segunda a sexta-feira; materiais usados são específicos para cada estrutura | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília

A Ponte JK, um dos cartões-postais de Brasília inaugurado em 2002, passa por obras de manutenção desde dezembro do ano passado. Uma das fases mais recentes envolve a limpeza dos arcos com o uso inovador de drones equipados para hidrojateamento, utilizando água do Lago Paranoá.

De acordo com Juan Carlos Del Carpio Natcheff, arquiteto e assessor da Diretoria de Projetos da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap), esta é a primeira vez que drones são empregados para essa finalidade na ponte e, possivelmente, em Brasília. O processo, iniciado na terça-feira (17), é realizado de manhã cedo a partir de uma balsa no lago, sem necessidade de interdição das vias durante o dia.

Para reduzir impactos na rotina dos brasilienses, as etapas que demandam espaço são executadas noturnamente, das 23h às 4h, de segunda a sexta-feira, com interdição de duas faixas no sentido Plano Piloto/Lago Sul, coordenada pelo Detran-DF. Essa restrição vigora enquanto durarem as obras.

O método envolve dois drones: um principal que aspira a água do lago e aplica jatos de alta pressão para remover a sujeira, e um menor que fornece dados como posição e altura. Testes foram realizados há mais de um mês, com monitoramento via geoprocessamento. O hidrojateamento é mais eficiente que técnicas convencionais, exigindo até três passagens por ponto e evitando a remoção total de tinta antiga, o que eliminaria o risco de poluição química no lago.

A expectativa é concluir a limpeza dos arcos até o início da próxima semana, permitindo o avanço para a pintura. A parte inferior da ponte já foi limpa e pintada. As próximas etapas incluem a pintura manual dos arcos com rolos e andaimes, além da conclusão da pintura de corrimãos e pilares curvos.

As tintas utilizadas são específicas: poliuretano (PU) acrílico autolimpante para estruturas metálicas, com aditivo não poluente para maior firmeza. Natcheff enfatiza a importância de entregar o trabalho rapidamente, destacando os elogios recebidos da comunidade pela visibilidade da ponte.

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