Nesta quarta-feira (29), a Universidade de Brasília recebe Dori Caymmi para palestra, às 10h, no auditório do Departamento de Música. Filho de Dorival Caymmi, irmão de Nana e Danilo Caymmi, Dori é, além de grande compositor e dono de estilos únicos de cantar e tocar violão, também um arranjador de prestígio internacional, tendo trabalhado ao lado de nomes como Tom Jobim e Sarah Vaughan, além de boa parte da discografia de sua irmã Nana. Essa faceta do artista é tema da pesquisa de mestrado desenvolvida junto ao Departamento de Música da UnB “Dori Caymmi: a Ressignificação da Obra Musical por um Arranjador Brasileiro”, de Antonio Carlos Bigonha, sob orientação do professor Antenor Ferreira Correa, e que é o motivo desta sua vinda a Brasília.
Nascido no Rio, o músico é compositor, violonista e arranjador, indicado duplamente ao Grammy Latino 2014, pela melhor canção de música popular brasileira do ano (Alguma Voz, em parceria com Paulo César Pinheiro) e, junto com os irmãos Nana e Danilo, melhor álbum de música brasileira para Caymmi, gravado para a Som Livre em homenagem ao centenário de seu pai, Dorival Caymmi.
O professor Bruno Mangueira destaca importância do evento para a UnB. “A cidade tem historicamente uma produção de relevância na área de música popular (…) Muitos já atuam profissionalmente nessa área, e ingressam em nossos cursos de graduação buscando se aperfeiçoar”, explica.
Segundo ele, a UnB “já está com um projeto aprovado para a implementação do bacharelado em Música Popular, o que deve ocorrer em breve. A vinda de um artista do nível de Dori Caymmi é de fundamental importância para a aproximação de nossa realidade acadêmica com aquilo que se faz de mais elaborado no campo da música brasileira”.
Legado
Suas influências principais foram a música de Dorival Caymmi, João Gilberto, Tom Jobim e o norte-americano Barney Kessel. Ainda jovem, começou a compor trilhas sonoras para programas de televisão e peças de teatro. Nos anos 1960, foi também produtor, arranjador e diretor musical. Na década de 1970, trabalhou mais em trilhas para cinema e televisão, e nos anos 1980, a convite de Quincy Jones, dedicou-se mais ao mercado norte-americano.