Serão julgados hoje, a partir das 9h, os dois primeiros réus do chamado Caso Villela. O ex-porteiro Leonardo Campos Alves, 47 anos, e Francisco Mairlon Barros Aguiar, 24 anos, são acusados de matar o ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) José Guilherme Villela, a mulher dele, Maria Carvalho Mendes Villela, e a empregada do casal, Francisca Nascimento da Silva, com golpes de faca, em 2009.
Quatro acusados respondem pelo crime. Os outros dois, Adriana Villela, filha do casal assassinado e apontada como mandante do crime, e Paulo Cardoso Santana recorreram e aguardam o julgamento dos recursos.
Leonardo, Francisco e Paulo estão presos desde novembro de 2010. Adriana teve prisão preventiva decretada duas vezes, mas responde em liberdade após conseguir um habeas corpus.
Investigação
A denúncia foi recebida em outubro de 2010. Em maio deste ano, os réus foram pronunciados para responder por homicídio qualificado por motivo torpe, meio cruel e mediante recurso que dificultou a defesa das vítimas.
As investigações contaram com supostas provas plantadas e até com a participação de uma vidente. O ex-porteiro, inclusive, mudou a versão dos fatos pelo menos duas vezes. No primeiro depoimento, teria confessado o crime, em outra ocasião, negou a participação. Depois, teria dito que foi torturado para confessar.