Dois afogamentos, ocorridos no Lago Paranoá durante o fim de semana, reacenderam o alerta para quem frequenta o local. Foram mobilizadas equipes de resgate para atender ocorrências na Ponte JK e na Prainha do Lago Norte. Os socorristas salvaram as duas vítimas, que foram encaminhadas para o atendimento de emergência.
O primeiro caso aconteceu na tarde de sábado, 12 de setembro, próximo da Ponte JK. A equipe de socorro prestou atendimento a um homem de 35 anos. Foi ministrado oxigênio, em seguida a vítima foi conduzida para o hospital com grau dois de afogamento. Esse nível de afogamento ocorre quando a pessoa aspira uma quantidade considerável de água, o suficiente para alterar a troca gasosa.
Já no domingo, 13 de setembro, uma nova ocorrência mobilizou bombeiros na Prainha do Lago Norte às 15h. Foram necessárias duas viaturas terrestres, duas embarcações e uma aeronave de resgate.
De acordo com a nota do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal (CBMDF), “no local, os bombeiros que atuam no serviço de guarda-vidas realizaram o resgate de uma vítima do sexo masculino, que havia sofrido um afogamento”. Após 30 minutos de reanimação cardiopulmonar (RCP), os sinais vitais foram normalizados.
Dados do Corpo de Bombeiros referentes a 2025 apontam o registro de 25 ocorrências de afogamento no Lago Paranoá, com seis mortes confirmadas. Porém, de 01 de janeiro a 14 de setembro de 2026 a CBMDF recebeu 101 casos em todo o DF, um aumento de 94,2%.

Diante do risco iminente, a corporação orienta a população a escolher áreas com postos fixos de guarda-vidas nos finais de semana e feriados. Os locais com suporte são a Ponte JK, o Piscinão do Lago Norte, a Praia dos Orixás, a Ponte do Bragueto e a Ermida Dom Bosco.
Um dos principais fatores de risco para os banhistas é o consumo de bebida alcoólica. O álcool afeta a capacidade de julgamento, reduz os reflexos e compromete o condicionamento físico na água. Outro erro é superestimar a própria capacidade de natação em trechos fundos.
Para evitar acidentes, os bombeiros reforçam um alerta que já é popular, “Água no umbigo, sinal de perigo”. A corporação indica o uso de coletes flutuadores de espuma ao invés de bóias infláveis, que costumam furar com maior facilidade
Em caso de emergência em local sem posto de salvamento ligue para o telefone 193. O Corpo de Bombeiros desaconselha tentativas de resgate por pessoas que não possuem treinamento. “A maior atenção e cautela na hora da diversão no meio aquático são os fatores mais importantes na prevenção ao afogamento”, finaliza a corporação.