Manuela Rolim
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O estoque dos militantes que invadiram o Hotel Saint Peter, na madrugada da última segunda- feira, permanece sendo reposto graças às doações de sindicatos de servidores do DF, segundo os próprios integrantes do Movimento Resistência Popular (MRP). O JBr. mostrou o caso ontem. A prática, no entanto, se confirmada, parece violar uma série de questões morais.
Segundo o advogado Kleiton Nascimento, a doação em si não é ilegal. Porém, “ao doar, o sindicato é conivente com a ilegalidade que existe na invasão de uma área particular”.
Nascimento acrescenta que, basicamente, os sindicatos sobrevivem das contribuições dos trabalhadores. “Portanto, com os gastos dessas doações, eles estão deixando de investir nos interesses da categoria. No mínimo, os filiados precisam ter ciência do que está acontecendo”, conclui o advogado, ressaltando que a prática foge do objetivo de qualquer sindicato, que é defender os interesses da categoria.
Até o fechamento desta edição, não houve a reintegração de posse do prédio. Segundo a Secretaria de Segurança, ainda não há data.
Entre as entidades que estariam oferecendo ajuda, segundo o MRP, estão os sindicatos dos Servidores do Judiciário (Sindjus), dos Trabalhadores na Indústria de Purificação e Distribuição de Água e em Serviços de Esgoto (Sindágua) e dos Trabalhadores dos Correios e Telégrafos do DF (Sintect). A lista, porém, não acabaria aí.
Saiba mais
A coordenadora de comunicação do Sindjus, Elcimara Souza, afirmou que não vai falar sobre o assunto. Ela não confirmou nem negou as doações. O JBr. não conseguiu contato com o Sintect. O Sindágua informou que integrantes ajudam os militantes por conta própria.