O Distrito Federal registra atualmente 428.629 famílias inscritas no Cadastro Único, sistema essencial para acesso a programas sociais como o Bolsa Família. O território está entre as unidades da federação com maior taxa de atualização de dados, com mais de 90% dos cadastros em dia, segundo a Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF).
Os números foram divulgados durante o evento ’25 anos do Cadastro Único — Trajetória e Transformação’, promovido pela Sedes-DF nesta quarta-feira (25), como parte da Semana Nacional de Mobilização de Celebração do Cadastro Único. Das cerca de 2,9 milhões de famílias que residem no DF, 32% estão inscritas no sistema.
A secretária de Desenvolvimento Social, Ana Paula Marra, enfatizou o amadurecimento do Cadastro Único ao longo dos 25 anos. “Pegamos várias bases, várias informações deslocadas e colocamos em uma só, na atual base do Cadastro Único. É por meio dessa base de dados atualizada que conseguimos avaliar com precisão a realidade das famílias de baixa renda do DF e planejar políticas públicas e oferta de benefícios que atendam de fato a essas famílias”, destacou ela.
Atualmente, 9.151 pessoas em situação de rua estão cadastradas no DF, um aumento significativo em relação às 66 registradas em 2012. As regiões administrativas com maior número de inscritos incluem Ceilândia, Samambaia, Planaltina, Recanto das Emas e Taguatinga.
De acordo com Thaís Mandarino, coordenadora de Transferência de Renda e Benefícios da Sedes, o número de famílias inscritas cresceu de 239 mil em 2012 para mais de 428 mil hoje. Esse avanço é atribuído à modernização do sistema, ao aumento de servidores por meio de concursos públicos, à expansão de postos de cadastramento e a parcerias com organizações da sociedade civil, o que ampliou a capilaridade de atendimento.
Cerca de 150 pessoas participaram do evento, que incluiu uma linha do tempo da evolução do sistema e da legislação de 2021 a 2025. Trabalhadores do Cadastro Único e representantes de famílias inscritas compartilharam experiências sobre as transformações e o impacto maior no acesso a benefícios sociais. Um dos participantes relatou a transição de cadastros em papel para processos digitais, melhorando a qualidade das informações.
*Com informações da Agência Brasília