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Brasília

Distrital vai pedir auditoria de contrato com empresa

Arquivo Geral

20/10/2011 6h02

 

Da Redação

redacao@jornaldebrasilia.com.br

 

As suspeitas de irregularidades envolvendo a microempresa Automais Veículos, Serviços e Turismo, que venceu o pregão eletrônico para a locação de 400 veículos zero-quilômetro para o GDF, não foram suficientes para evitar a homologação do contrato, que chega a R$ 4 milhões anuais. A empresa, que funciona no andar superior de um centro automotivo, em Águas Claras, também serviu de sede para uma cooperativa suspeita de envolvimento no esquema de pagamento de propina na Secretaria de Transportes investigado pela Polícia Civil.

 

O deputado distrital Chico Leite (PT) afirmou que pretende entrar com um pedido de auditoria na Secretaria de Transparência para que todo o trâmite contratual e a vida pregressa da empresa seja alvo de uma devassa. Segundo o deputado, não pode haver dúvidas quanto a idoneidade de uma empresa contratada para prestar serviços ao GDF. “Nesse governo não podemos aceitar que haja qualquer suspeita de natureza ética envolvendo um prestador de serviços”, afirmou Chico Leite.

 

O deputado acompanhou a série de reportagens publicadas pelo Jornal de Brasília e esperava apenas a definição sobre a homologação ou não do contrato para pedir uma investigação, desta vez coordenada pelos auditores da pasta da Transparência. “Não estamos afirmando que existe algum tipo de crime ou irregularidade, mas é preciso averiguar todas as circunstâncias que envolveram o trâmite deste certame”, disse. A Automais apresentou dois atestados de capacidade técnica que são questionados.  Em um deles, emitido pela empresa Athos, consta a locação de 125 veículos leves. Porém, a própria Automais chegou a informar ao Jornal de Brasília que não tinha frota de veículos leves e sim de ônibus que eram alugados às empresas. A empresa teve, em 2010, receita bruta de apenas R$ 69 mil. Para participar da concorrência, pouco antes a Automais alterou a sua descrição de atividade. Antes, constava o serviço de “transporte rodoviário coletivo de passageiros, com itinerário fixo, municipal”.

 

Leia mais na edição desta quinta-feira (21) do Jornal de Brasília.

 

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