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Brasília

Distritais estudam mudança na lei para manutenção da presidência e da Mesa

Logo após a eleição, deputados de esquerda e direita trocaram telefonemas com o objetivo de alterar a Lei Orgânica e manter a atual configuração do comando da Câmara Legislativa.

Suzano Almeida

07/10/2026 18h36

CLDF/ Foto Suzano Almeida

CLDF/ Foto Suzano Almeida

Com apenas sete novos nomes eleitos para assumir cadeiras na próxima legislatura, os deputados remanescentes já começam a se movimentar para definir a manutenção das cadeiras da Mesa Diretora da Câmara Legislativa. Assim que o pleito deste domingo (4) definiu os distritais eleitos, um grupo formado por partidos de esquerda e direita decidiu consultar a atual presidência sobre a possibilidade de continuidade da composição em vigência da Mesa Diretora.

De acordo com uma fonte, o primeiro a ser procurado foi o próprio presidente da Câmara Legislativa, Wellington Luiz (MDB). O emedebista se encontra em seu segundo mandato consecutivo à frente da Casa; por isso, para que ele consiga ao menos mais dois anos, os parlamentares desta legislatura precisam, até o final de 2026, aprovar uma alteração na Lei Orgânica do DF (LODF).

Assim como ocorreu 30 minutos após a eleição de Wellington, em 2022, e novamente a três meses de seu primeiro mandato à frente da presidência vencer, o emedebista foi procurado por colegas para saber se haveria o interesse em assumir o cargo. Dessa vez, segundo as informações, um parlamentar de esquerda foi quem o procurou primeiro, seguido por outro do Republicanos.

Procurado, o presidente da CLDF se esquivou do assunto. “Neste momento, estou preocupado em ajudar na reeleição da governadora Celina Leão (PP). Mas fico feliz que os deputados tenham lembrado do meu nome”, afirmou Wellington Luiz, que elogiou outros nomes. “Ser presidente tem o seu preço. Só consegui fazer campanha 30 dias antes da eleição, é uma missão que cumpro com muito orgulho, mas colocou em risco nossa eleição”, concluiu.

Mais cedo, o Jornal de Brasília havia publicado o panorama dos candidatos ao cargo de chefe do Poder Legislativo, o que motivou movimentações de diversas áreas da Casa, que ainda se recupera de uma eleição intensa.

Constitucionalidade

A principal dúvida é sobre a constitucionalidade dessa alteração. Para parte dos técnicos ouvidos pela reportagem, haveria uma trava legal; entretanto, uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), no caso da Assembleia Legislativa de Alagoas, abriu precedente para tal.

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