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Brasília

Dinheiro de campanha de Roriz teria sido desviado de verba pública

Arquivo Geral

25/03/2010 8h26

Carlos Carone

A denúncia originada do Ministério Público Federal (MPF) acusando o ex-governador Joaquim Roriz (PSC) de improbidade administrativa, desvios de recursos públicos e utilização da máquina para favorecer sua campanha para a reeleição de 2002, também define com detalhes as linhas gerais do aporte financeiro supostamente utilizado na campanha de reeleição.

O esquema montado para transferir o dinheiro público do GDF para o pagamento das despesas do pleito, teve como principais pilares duas vias de natureza pública, o Instituto Candango de Solidariedade (ICS) e Companhia de Desenvolvimento do Planalto Central (Codeplan) e outras duas empresas privadas, a Adler e a Linknet.

 De acordo com com as investigações do MPF e da Polícia Federal, antes do início do período eleitoral teria sido feita uma preparação para que os recursos públicos fossem aportados para a campanha. Primeiro, houve uma reestruturação da Comissão de Licitação da Codeplan, para possibilitar que vários certames licitatórios fossem dirigidos para que saíssem vencedoras justamente as empresas Adler e Linknet. Em paralelo, foram incrementados os contratos entre o ICS/Codeplan e o GDF e, consequentemente, ampliada a participação das referidas empresas na qualidade de terceirizadas nestes contratos.

A PF identificou que, em 27 de janeiro de 1999, a Comissão de Licitação foi composta por Francisco Toledo Watson como presidente, que era sócio de Antoine Fayed Trabouse na empresa Trust Factoring, investigada na Operação Tucunaré da Polícia Civil. A comissão ainda contava com Francisco de Oliveira Braga, que foi supervisor da campanha eleitoral de Roriz, Tairone Aires Cavalcante, e Guilherme Boechat Véo, também supervisor da campanha.

 

Leia mais na edição desta quinta-feira (25), no Jornal de Brasília.

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