Uma das principais esperanças de medalha de ouro do Brasil nas Olimpíadas de Pequim, Diego Hypólito viu o sonho do ouro vir abaixo ao sofrer uma queda no último movimento de sua apresentação. Nesta terça-feira, dois dias após o episódio, porém, o ginasta recusou a fama de amarelão.
“Eu não sou amarelão. Já participei de cinco mundiais e sempre fui bem na hora decisiva. Sou um cara que gosto de decisão “, apontou o campeão mundial em 2005 e em 2007.
Segurando as lágrimas em alguns momentos da entrevista coletiva que concedeu na Vila Olímpica nesta terça-feira, Diego afirmou que ainda está abalado pelo resultado. “Ainda não consegui relaxar, deitar na cama e dormir”.
O ginasta brasileiro também negou que tenha errado o último movimento de sua apresentação por falta de concentração.
“Isso não existe. Quando você está competindo, fica um minuto dentro de uma bolha. Se alguém gritasse do meu lado, eu não ouviria. Quando terminei o salto, tinha certeza de que iria cravar, de que iria colocar os pés no chão. Quando vi, estava sentado no chão”, apontou Diego, que não tem uma explicação para sua queda.
“Não adianta tentar achar um motivo. Sou de carne e osso e o erro acontece com todo ser humano”.
Apesar de abalado, Diego já faz planos para o futuro. “Fico triste por ter que esperar mais quatro anos. Mas tenho pelo menos três Olimpíadas pela frente. Cheguei muito novo a essa (Jogos de Pequim)”, ressaltou o atleta de 22 anos.