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Brasília

Dicas de segurança para quem optar por viajar

Especialista fala como as pessoas devem minimizar riscos de furtos e roubos

Olavo David Neto

21/12/2020 7h20

A mudança de ano é sinônimo de férias e viagens. Nesta época, também é comum que residências fiquem vazias, dessa forma mais vulneráveis a assaltos. No DF, os índices de crimes contra o patrimônio cresce justamente neste período, quando malfeitores sentem-se mais à vontade para cometer roubos e furtos. A reportagem do Jornal de Brasília procurou Leonardo Sant’Anna, especialista em Segurança Pública e consultor da Organização das Nações Unidas (ONU) para o assunto na América Latina.

No ano passado, outubro, novembro e dezembro apresentaram, combinados, quase 840 ocorrências de furto de veículo. O índice não parou depois da virada: cerca de 795 automóveis foram surrupiados no Distrito Federal. Neste final de ano, apenas outubro e novembro já contabilizam 307 crimes desta natureza – os dados relativos a dezembro só serão divulgados pela Secretaria de Segurança Pública (SSP) em janeiro.

Outro ponto preocupante são furtos a veículos, considerados assim quando o automóvel não é alienado, mas invadido e “limpo” pelos criminosos. Nos três últimos meses de 2019, foram furtados 2.608 veículos no Distrito Federal, segundo a SSP. No primeiro trimestre deste ano, mais perdas. Com 2.440 furtos entre janeiro e abril de 2020, o ritmo se manteve alto, ainda que, em outubro e novembro passados, tenha redução. Nos 60 dias, foram 909 carros furtados.

Quando o assunto é roubo em residências, os números são mais alarmantes. Sem os residentes por perto, os imóveis viram alvo fácil.

O índice de assaltos e furtos cresce muito durante as festas. Os assaltantes já conhecem aqueles truques famosos, como deixar a luz de fora acesa. É importante se resguardar e pedir que alguém visite a casa com certa frequência.”

No último trimestre de 2019, foram 138 casas roubadas na capital e seus arredores. Até o momento, o antepenúltimo e o penúltimo mês do ano somam 45 boletins registrados. Para Sant’Anna, algumas medidas podem ajudar a proteger o lar dos brasilienses enquanto estes estiverem longe de casa. “É importante se resguardar e pedir que alguém visite a casa com uma certa frequência”, aponta o especialista.

Ele também sugere reforço nos muros da propriedade, de preferência com instalação de cerca elétrica, além de investimentos em câmeras de segurança e monitoramento profissional do imóvel. Um macete antigo, porém, pode tornar as residências ainda mais inseguras.

O acúmulo de correspondências é outro fator que pode impulsionar a ação de criminosos. Para tal, Sant’Anna sugere o cancelamento de revistas e jornais impressos. “A caixa de correspondência é outro indício para os ladrões de que não há moradores”, explica o consultor da ONU. Conforme diz, todos os cômodos devem ser trancados, assim como os vizinhos de maior contato devem ter ciência da viagem, incluindo tempo e itinerário.

Nem só de ameaças externas, porém, alimenta-se a preocupação de quem sai do quadradinho. Leonardo aponta ainda que há outras medidas de proteção ao patrimônio imóvel a serem observadas. A interrupção do fornecimento de serviços públicos essenciais, como água, luz e gás, é uma delas. “Isso evita que haja algum acidente, como alagamentos, vazamentos ou incêndios”, finaliza Sant’Anna.

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