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Brasília

Diante do Congresso, mulheres pedem mais atenção no combate a casos de câncer de mama

Arquivo Geral

19/10/2017 7h00

Foto: Breno Esaki

Matheus Venzi
matheus.venzi@grupojbr.com

“Eu quero viver”. Foi isso que a dona de casa Marineide Costa de Araújo, 47 anos, disse pra si mesma quando foi diagnosticada com câncer de mama em 2015. Só no ano passado, a doença atingiu 57.960 brasileiros, de acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca). Ontem, em celebração ao Outubro Rosa, foi feito um “laço humano” em frente ao Congresso Nacional para chamar atenção dos parlamentares em relação ao tratamento e ao diagnóstico.

A ação foi realizada pela Associação de Mulheres Mastectomizadas de Brasília (Recomeçar) em parceria com a Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (Fenama), a Procuradoria Especial da Mulher no Senado e a Frente Parlamentar de Prevenção, Diagnóstico e Tratamento do Câncer da Câmara dos Deputados. Cerca de 40 pessoas, entre homens e mulheres, compareceram para apoiar a iniciativa.

A fundadora e presidente da Recomeçar, Joana Jeker, diz que dois projetos de lei, em tramitação na Câmara, podem mudar esse cenário de abandono. “O PL 3572/2012 determina que o diagnóstico da doença deva ser feito pelo SUS em até 30 dias após a suspeita. Também temos o projeto do Registro Compulsório do Câncer, que obriga o sistema de saúde a registrar todos os casos da doença no Brasil, assim como é feito com as DSTs”, explica.

Marineide, que já enfrentou a doença, compareceu ao protesto por se sentir esquecida. “A rede de saúde é precária. Desde janeiro eu não consigo a minha medicação. Os hospitais ficam falando que vai chegar e nunca chega. Se a pessoa não tiver dinheiro para pagar, vai ficar abandonada”, desabafa.

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