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Brasília

DF vai ganhar Inventário da Poluição do Ar

Ferramenta vai mapear fontes de poluição no DF e orientar políticas públicas para saúde e meio ambiente

Redação Jornal de Brasília

07/08/2025 18h05

Foto: Divulgação/Brasília Ambiental

Foto: Divulgação/Brasília Ambiental

O Instituto Brasília Ambiental apresentou, nesta quinta-feira (7), o plano de trabalho para a elaboração do Inventário da Poluição do Ar do Distrito Federal, documento que será uma das principais ferramentas de gestão da qualidade do ar no DF. A apresentação reuniu representantes do Ministério do Meio Ambiente, da Secretaria do Meio Ambiente do DF (Sema-DF), servidores do Instituto e membros da iniciativa privada.

A iniciativa cumpre uma determinação da Política Nacional de Qualidade do Ar (PNQA), instituída pela Lei nº 14.850/2024, que estabelece princípios e diretrizes para reduzir a concentração de poluentes atmosféricos e proteger a saúde da população brasileira.

Segundo Carlos Rocha, analista da Diretoria de Emergência, Riscos e Monitoramento Ambiental (Direm) do Instituto, o inventário é essencial para orientar qualquer estratégia de combate à poluição. “Se não sabemos onde está sendo emitida a poluição, o que a está emitindo e que tipo de poluição é, como vamos atacá-la? Sem dados, não conseguimos gerenciá-la. A importância do inventário é justamente fornecer essas informações”, destacou.

A vice-governadora do DF, Celina Leão, reforçou a necessidade de o Distrito Federal estar alinhado à nova política nacional. “É fundamental que o DF adquira os instrumentos definidos pela lei para melhor planejar sua política ambiental. A PNQA busca melhorar a qualidade ambiental e proteger a saúde humana, além de integrar políticas públicas e instrumentos de gestão”, afirmou.

O presidente do Instituto Brasília Ambiental, Rôney Nemer, ressaltou que o inventário permitirá um diagnóstico detalhado da qualidade do ar em cada região administrativa e entorno. “Isso nos dará condições e segurança para decisões não apenas em políticas ambientais, mas também em saúde pública”, pontuou.

Entregas previstas

Conforme o plano apresentado, a entrega final do inventário deve ocorrer até o fim deste ano. O documento trará informações como:

  • Localização das fontes poluidoras;
  • Tipo e intensidade dos poluentes emitidos;
  • Quantidade de fontes por categoria;
  • Mapeamento detalhado com dados georreferenciados.

Com essas informações, será possível desenvolver uma modelagem de impacto sobre a saúde da população, conforme explicou Arthur Celani, gerente de projetos da empresa Acoem, vencedora da licitação para o inventário. “A partir desses dados, conseguiremos definir ações de gestão voltadas à melhoria da qualidade de vida”, disse.

Outro resultado previsto é o dimensionamento da Rede de Monitoramento da Qualidade do Ar. A engenheira ambiental da Acoem, Larissa Zanutto, detalhou que o inventário vai indicar as áreas prioritárias para instalação de equipamentos de medição. “Vamos identificar se são áreas urbanas, rurais, e onde os impactos são mais severos para definir os pontos da rede de monitoramento”, completou.

A expectativa é que, com a consolidação do inventário e a implementação das medidas propostas, o Distrito Federal avance de forma significativa no controle da poluição atmosférica e na promoção de políticas públicas sustentáveis.

Com informações do Brasília Ambiental

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