Assim como ocorreu nos outros meses deste ano, o Distrito Federal teve inflação menor do que a média nacional. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) marcou 0,65%, em agosto, e 6,12% nos últimos 12 meses. Já o Brasil, embora tenha marcado a menor taxa mensal desde 2010 e ficado em 0,25%, o numero chegou a 6,51% para o ano, acima do teto de 6,50% estabelecido pelo governo federal. Os números foram divulgados nesta sexta-feira (5), durante entrevista coletiva na Codeplan.
“Ao longo do período, o Distrito Federal vem conseguindo conter a alta na alimentação. Com essa redução, diminui a pressão sobre o índice”, esclareceu o chefe do Núcleo de Análise de Índices de Preços (Naip), da Codeplan, Newton Marques.
Segundo Newton, um dos outros grupos que impactam para a unidade da federação alcançar esses números é a habitação, que tem política diferenciada no DF. “Também não podemos esquecer do transporte, já que o preço das passagens de ônibus estão sendo mantidos e a gasolina e etanol não têm subido”, complementou.
No DF, houve uma redução mensal de -0,54% no grupo de alimentação e bebidas. Já os aumentos foram registrados no transporte (2,02%), em função das passagens aéreas, mas abaixo dos 10% do Brasil. Além disso, há elevações no grupo vestuário (+0,82%) e educação (0,58%).
Já no País, as principais quedas mensais foram alimentação e vestuário (-0,15%). Quanto aos maiores aumentos mensais, foram listados habitação (+0,94%), artigos de residência (+0,47%), educação (+0,43%), saúde (+0,41%).
ALIMENTOS
Segundo o Índice Ceasa do Distrito Federal (ICDF), também divulgado nesta sexta-feira (6), houve variação dos preços de 0,33% em agosto, comparado com o mês anterior. Apenas o setor das verduras teve queda de -7,32%. As altas foram para as frutas (0,68%), legumes (0,04%), ovos e grãos (0,01%).
Entre os itens com maiores reduções estão alface americana (-18%) e repolho, devido ao período de maior produção, ocasionado pelas temperaturas mais baixas. No mesmo grupo, o milho verde foi o produto com maior aumento (16%), em função da seca.
O destaque, no quesito redução de preço das frutas, é a banana prata (12%) e de alta a manga tommy (29%). Quanto aos legumes, houve depreciação para batata lisa (-29%) e tomate extra (-11,84%) e alta para maxixe (34%) e quiabo (35,6%).