Vitor Ventura
Em sete anos, o Distrito Federal registrou um aumento de 73% no número de leitos de UTI para atendimento de pacientes em estado grave, entre unidades de saúde públicas e privadas. A quantidade saltou de 386 em 2019 para 668 leitos registrados até agosto de 2025. Esse crescimento é reflexo do investimento do GDF que alia expansão das unidades de saúde já existentes e parcerias com a rede privada.
Mesmo com o aumento, há a previsão da entrega de novos leitos de terapia intensiva. O crescimento no número de leitos pode chegar a 102% com o novo edital de credenciamento lançado pela Secretaria de Saúde (SES-DF), que pode contratar outros 113 leitos na rede particular, entre adultos, pediátricos e neonatais. De acordo com a secretaria, aumentar o número de leitos de UTI é essencial para acompanhar a demanda da população e garantir mais segurança no atendimento. “A estratégia prevê tanto a celebração de novos contratos quanto a construção de hospitais”, informou a pasta.
Atualmente, a população conta com 233 leitos credenciados em hospitais particulares e 433 disponíveis na rede pública. O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF) informou ao Jornal de Brasília que o aumento no número de leitos reforça o compromisso da instituição em oferecer assistência de qualidade nas unidades sob sua gestão, com equipes multiprofissionais preparadas para garantir o cuidado seguro, humanizado e resolutivo aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).
O auxílio também da rede privada é algo fundamental no avanço, segundo a SES-DF. “O credenciamento de leitos na rede suplementar tem se mostrado uma medida imediata e eficaz diante da alta demanda e da capacidade máxima das unidades hospitalares”, indicou a pasta. O investimento tem o intuito de zerar a fila de espera por atendimento a pacientes em estado grave. Segundo a secretaria, o credenciamento é uma solução imediata e eficaz, uma vez que as unidades hospitalares da rede pública estão com alta demanda.
De acordo com o secretário de saúde do DF, Juracy Lacerda, a alta demanda por leitos de UTI é um dos fatores que torna essa política tão importante. “Expandir o acesso a leitos de terapia intensiva é essencial diante do aumento constante da procura por esse tipo de atendimento. Vamos buscar essa ampliação tanto com a abertura de novos leitos nos hospitais da rede pública quanto por meio de contratos com a rede suplementar”, destacou o secretário.
A SES-DF também reforçou que a ideia é continuar aumentando o número de leitos, já que muitas pessoas precisam do serviço. “Ainda assim, a fila por UTI permanece constante. Para enfrentar esse desafio, a SES-DF analisa o perfil dos pacientes e avalia medidas como a ampliação dos cuidados paliativos e da atenção domiciliar, que contribuem para otimizar o uso das vagas e agilizar o atendimento”, disse a secretaria ao JBr.
Ocupação de leitos no DF
Conforme dados atualizados até o dia 17 de setembro do Portal de Informações e Transparência de Saúde do DF, a taxa de ocupação de leitos de UTI públicos (adulto, pediátrico e neonatal) é de 91,46%. Além disso, o tempo de internação dos pacientes mais comum é de até 15 dias (71,34%), seguido por um período de 16 a 30 dias (16,56%) e mais de 30 dias (12,10%).
Ao analisar separadamente cada tipo de leito, os neonatais são os que apresentam ocupação total. Essas unidades são destinadas aos recém-nascidos. A taxa de ocupação do leito adulto é de 90,68% e o de leito pediátrico, 87,21%. A maioria dos pacientes internados atualmente (359) residem no DF.