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Brasília

DF tem aumento de multas pela não utilização de cinto de segurança

De 2024 para 2025, o crescimento no número de autuações para esse tipo de conduta foi de 18,2%; todos os ocupantes do veículo precisam estar com o cinto de segurança segundo a norma

Vítor Ventura

23/02/2026 20h17

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A fiscalização é feita por agentes do Detran, da Polícia Militar e do DER. Foto: Divulgação/Detran-DF.

O cinto de segurança é indispensável tanto para motoristas quanto para passageiros dentro de um veículo. No entanto, muitos têm ignorado esse acessório no trânsito da capital. Segundo dados do Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF), o número de infrações relacionadas ao não uso do cinto de segurança cresceu na capital de 2024 para 2025. No ano retrasado, foram 72.011 autuações. No ano passado, a quantidade subiu para 85.149.

Foram 13.138 infrações a mais comparando os dois anos, o que representa um aumento de 18,2% no número de multas para esse tipo de conduta. O Jornal de Brasília conversou com o diretor de Policiamento e Fiscalização de Trânsito do Detran-DF, Danilo Lino. Ele explicou que o aumento das multas está relacionado ao aumento, também, da fiscalização realizada para coibir esse tipo de conduta.

“Hoje o Detran tem vários pontos que nós já sabemos que alguns condutores insistem ainda em não utilizar o cinto de segurança, principalmente no banco traseiro. É importante frisar isso: Cinto de segurança não é só para o motorista ou para o passageiro no banco dianteiro, é também para os passageiros do banco traseiro. O Detran-DF vem intensificando essa fiscalização também do cinto de segurança dos passageiros do banco traseiro”, destacou Lino.

Conduzir um veículo sem cinto de segurança ou transportar passageiros que estejam sem o acessório é multa grave, conforme o Código de Trânsito Brasileiro (CTB). “Para quem for flagrado, a multa é de R$ 195,23. É de natureza grave. O veículo também vai ficar retido até que o condutor ou quem estiver sem o cinto de segurança o coloque”, explicou o diretor de fiscalização do Detran-DF. Além da multa, a infração rende cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

O crescimento no número de multas para quem anda sem cinto, entretanto, não preocupa o corretor de imóveis Sidney Saldanha, de 56 anos. Ele relatou ao JBr que colocar o acessório ao entrar no carro é algo praticamente automático. “É segurança pessoal. Você fica mais protegido, ele [cinto] te abarca no banco e te deixa numa postura de segurança mesmo”, contou.

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Sidney Saldanha relatou que anda sempre precavido e nunca dirige sem o cinto de segurança. Foto: Vítor Ventura/Jornal de Brasília.

Sidney comentou que usa frequentemente o carro para trabalhar, mas que nunca recebeu uma multa por não utilizar o cinto de segurança porque segue a regra à risca. “A multa ela vem exatamente se você comete a infração, se você anda à margem do que a lei permite. Se você anda de acordo, você sai da estatística. Eu gosto muito de usar esse termo, a estatística prova que os acidentes acontecem porque as pessoas infringem as leis de trânsito”, pontuou o corretor.

Item essencial para a segurança

Muitas pessoas veem o cinto de segurança como um item banal, mas segundo Danilo Lino, ele é indispensável. “É um acessório que já é sabido que salva vidas, é um dos equipamentos mais importantes do veículo. Por isso que nós temos tanta ênfase nessa fiscalização.” declarou.

A fiscalização tem sido feita com esse foco em justamente todos os ocupantes do veículo, não só o motorista. “Normalmente, nós deixamos nossas viaturas em pontos estratégicos da cidade. Aqueles lugares onde tem um fluxo muito grande de veículos que a gente chama de ponto de demonstração. O agente fica desembarcado, fiscalizando os veículos. É dessa forma que normalmente nós flagramos essa conduta de não utilizar o cinto de segurança”, detalhou Lino.

Ele ressaltou a importância da conscientização quanto ao uso desse item dentro dos veículos. “Todo ano nós temos campanhas educativas para que o condutor e todos os passageiros do veículo utilizem o cinto de segurança. É sempre importante ter tanto a campanha educativa, como também a fiscalização de trânsito para coibir esse tipo de conduta”, finalizou Lino.

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