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Brasília

DF registra mais de uma agressão física a cada hora

Arquivo Geral

21/05/2010 9h36

Desentendimento que terminam em violência é um fato mais comum do que se imagina no Distrito Federal. A agressividade do brasiliense se reflete em números registrados pela Polícia Civil. Em todo o ano passado, 11.053 ocorrências de lesão corporal foram registradas, uma média de 30 por dia, pouco mais de uma a cada hora. O número é 2% maior do que os crimes da mesma natureza contabilizados no mesmo período do anterior, quando ocorreram 1.847 casos de lesão corporal.

Os dados são ainda mais preocupantes quando são analisados números relacionados a agressões que terminam em morte, como aponta um relatório com o número de óbitos por doenças e agravos por ano, elaborado pela Secretaria de Saúde do DF. Segundo o estudo, 852 pessoas morreram, no ano passado – em média duas por dia – após sofrerem agressões diversas. As mortes ocorreram em razão de lesões corporais graves, mas também após disparos de armas de fogo, facadas ou pauladas. No entanto, o levantamento aponta que todos os crimes foram precedidos de agressões.

A repercussão sobre o espancamento do oficial da Aeronáutica, Anísio Oliveira Lemos, 46 anos, por um grupo de jovens que ouvia música alta em um posto de gasolina na Quadra 214 Sul, ganhou grandes proporções por envolver pessoas de classe média em um crime ocorrido no Plano Piloto.

Ao contrário das áreas mais nobres do DF, cidades conhecidas pelo alto número de homicídios não sofrem tanto com casos relacionados especificamente a lesões corporais. Segundo o delegado-chefe da 15ª Delegacia de Polícia (Ceilândia Centro), Plácido Rocha Sobrinho, não existe em sua área de cobertura ocorrências relacionadas a brigas de rua. “Quem trabalha diretamente com a apuração de ocorrências como a do posto da 214 Sul sabe que essa é uma tendência comum nas áreas mais nobres, onde foi criada essa cultura de que as diferenças devem ser resolvidas na pancadaria”, afirmou.

acerto de contas
O delegado apontou que em Ceilândia, há crimes de outra natureza, em que o acerto de contas, quase sempre, está ligado ao tráfico de drogas, por exemplo. “Existe o registro de casos de homicídio, mas não o de morte ou lesão corporal provocado por vias de fato, como costuma ocorrer no Plano Piloto. Existem casos emblemáticos que lembram essa tendência tão comum no Plano Piloto, como o caso Marco Antônio Velasco e o Neneco. Ambos eram jovens que foram vítimas da violência pregada por grupos de rapazes especialistas em lutas marciais”, explicou o delegado.

Plácido Sobrinho lembrou que, em Ceilândia, os poucos casos de lesão corporal que são registrados são relacionados à Lei Maria da Penha, em que mulheres são vítimas de violência doméstica. “Quase sempre, esses casos envolvem bebida alcoólica”, destacou.

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