A Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF) tem adotado diversas ações para reduzir o tempo de espera nas filas dos restaurantes comunitários do Distrito Federal. Entre as principais medidas, destacam-se o aumento do número de caixas para venda de fichas de refeições e de balcões de atendimento, além do cadastramento prévio dos frequentadores, que recebem um tíquete de identificação por meio do CPF.
A secretária de Desenvolvimento Social, Ana Paula Marra, explica que as equipes acompanham diariamente o andamento das filas para evitar esperas excessivas. No entanto, a procura aumenta em dias com cardápios específicos, como terça-feira, com frango assado, e sexta-feira, com feijoada. “Estamos implementando essas ações para qualificar o atendimento”, afirma ela.
Em unidades onde as medidas já foram aplicadas, como o restaurante de Sobradinho, o tempo médio de espera é de 21 minutos, dentro do limite de 30 minutos estabelecido pela Lei nº 2.529/2000. A expectativa é que o tempo diminua ainda mais com a expansão do sistema de cadastramento.
Atualmente, o tíquete de identificação está em funcionamento nos restaurantes de Santa Maria, Itapoã, Paranoá e Sobradinho. A meta é implementar o sistema em todos os 18 restaurantes comunitários do DF.
O cadastro visa agilizar o atendimento e aumentar a segurança das unidades, inibindo a entrada de pessoas com intenções não relacionadas à alimentação, sem impor restrições ao acesso. Karen Moreno, diretora de Gestão de Equipamentos de Segurança Alimentar e Nutricional da Sedes-DF, destaca que muitos frequentadores ainda não conhecem o procedimento e demoram a fornecer o CPF, o que contribui para as filas.
Essas iniciativas permitiram ao Governo do Distrito Federal (GDF) oferecer 17 milhões de refeições nos restaurantes comunitários em 2025, posicionando o DF em primeiro lugar no ranking nacional do Selo Betinho de combate à fome. A secretária Ana Paula Marra ressalta a importância de aprimorar o serviço para atender à crescente demanda.