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Brasília

DF gasta R$ 5,8 milhões mensais com lixo descartado irregularmente

O Serviço de Limpeza Urbana remove diariamente 2,1 mil toneladas de resíduos irregulares no Distrito Federal, volume equivalente à coleta regular e que gera impactos ambientais e altos custos públicos.

Redação Jornal de Brasília

19/01/2026 14h44

Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

O volume de lixo e entulho descartado irregularmente no Distrito Federal já se equipara ao da coleta regular, custando aos cofres públicos mais de R$ 5,8 milhões por mês. De acordo com o Serviço de Limpeza Urbana (SLU), cerca de 2,1 mil toneladas de resíduos são retiradas diariamente das vias e áreas públicas, próximo ao total de 2,2 mil toneladas encaminhadas ao aterro sanitário.

Esses resíduos extras demandam mobilização adicional de equipes, máquinas e caminhões, desviando recursos de outras ações de manutenção urbana. A diretora técnica do SLU, Andreia Almeida, destaca que o problema é evitável e que a população muitas vezes desconhece a dimensão dos números envolvidos.

Além do impacto financeiro, o descarte irregular provoca alagamentos, erosão do solo e proliferação de vetores como ratos, baratas e mosquitos transmissores de doenças, afetando bocas de lobo, redes de drenagem e corpos hídricos.

O descarte irregular é infração administrativa grave e crime ambiental, fiscalizado pela DF Legal. As multas variam de R$ 122,28 a R$ 305.803,16, com possibilidade de apreensão de veículos. Em 2025, foram realizadas 10.806 vistorias em resíduos de construção, resultando em 1.516 notificações e 275 multas; para lixo domiciliar, 4.985 vistorias geraram 1.170 notificações e 20 multas.

Para combater o problema, o Governo do Distrito Federal (GDF) está ampliando a rede de papa-entulhos, de 26 para 43 unidades até o fim do ano, cobrindo mais regiões administrativas. Esses equipamentos recebem até um metro cúbico de entulho, poda ou inservíveis por vez.

Em Ceilândia, o administrador regional Dilson Resende aponta os prejuízos à limpeza e drenagem, aumentando riscos de doenças como dengue. Moradores como o autônomo Antônio Marcos da Silva e o pedreiro Francisco das Chagas dos Santos relatam a recorrência do descarte, mesmo após limpezas, gerando sujeira e insetos próximos às residências.

O programa De Cara Nova do SLU recupera áreas degradadas, como no Riacho Fundo II, onde 25 toneladas de resíduos foram removidas, seguida de plantio de árvores, horta comunitária e criação de um Ponto de Encontro Comunitário para evitar reincidências.

Para descarte correto, o SLU orienta o uso de papa-entulhos para entulhos de obras menores; para volumes maiores, contratação de empresas especializadas. Lixo domiciliar deve ser separado em recicláveis (sacos verdes ou azuis) e orgânicos/rejeitos (sacos pretos ou cinza). Horários de coleta estão no site slu.df.gov.br ou app SLU Coleta DF. Andreia Almeida reforça que a gestão de resíduos é responsabilidade compartilhada, sendo obrigação legal separar e destinar adequadamente.

Com informações da Agência Brasília

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