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Brasília

DF Folia 2026 define blocos do carnaval brasiliense

Evento reúne 76 blocos no Plano Piloto e nas regiões administrativas

Redação Jornal de Brasília

26/01/2026 21h47

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Foto: Divulgação/Secec-DF

Por Larissa Barros

Com a divulgação do resultado definitivo dos blocos habilitados para o DF Folia 2026, o Carnaval do Distrito Federal começa, oficialmente, a ganhar forma. A seleção, conduzida pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF), define os grupos que vão ocupar as ruas neste ano e reforça o papel da festa como expressão cultural, espaço de encontro e motor da economia criativa local.

O processo de escolha levou em conta critérios como documentação, estimativa de público, proposta artística e planejamento para o DF Folia 2026. Ao todo, 76 blocos foram contemplados no Plano Piloto e nas Regiões Administrativas do DF. Entre eles, estão nomes já tradicionais do Carnaval brasiliense, como Setor Carnavalesco Sul, Suvaco da Asa, Bloco da Baratinha, Bloco das Montadas, Bloco do Amor e Bloco na Batida do Morro, além de outros que ajudam a compor a diversidade da festa.

Produtora do Bloco do Amor, Ava Scher destaca que a divulgação do resultado definitivo traz segurança e permite um planejamento mais estruturado. “Com a lista divulgada, a expectativa é que possamos realizar um Carnaval à altura da energia e da diversidade do nosso povo. Os blocos passam a ter a certeza da participação e conseguem se organizar com mais antecedência. O objetivo coletivo é construir uma festa segura, bem organizada e cheia de alegria, que orgulhe tanto os foliões quanto todos os profissionais e artistas envolvidos”, afirma.

Para Ava, o DF Folia funciona como um verdadeiro alicerce para o fortalecimento da cena cultural local. “Ele oferece a estrutura mínima para que blocos, escolas de samba, fanfarras e outras expressões culturais não apenas sobrevivam, mas cresçam. Ao integrar essas manifestações a uma programação oficial de grande visibilidade, o evento coloca os artistas locais no centro do palco, atrai público, mídia e evidencia a potência criativa do DF. É um ciclo virtuoso: o fomento gera profissionalização, que atrai mais público e valorização”, explica.

O coordenador da plataforma Setor Carnavalesco Sul, Rafael Reis, reforça que o Carnaval de rua tem papel central na construção da identidade cultural da capital. “Cidades novas precisam passar por esse processo de construção de uma identidade carnavalesca. No nosso caso, é um Carnaval cerratense, que nasce do Cerrado e dos encontros entre diferentes culturas que convivem em Brasília”, pontua.

Rafael também destaca que a festa vai além da música e da folia. “A gente não pode discutir Carnaval sem discutir o direito à cidade. É pensar na possibilidade de pessoas de outras regiões administrativas acessarem o Carnaval que acontece no Plano Piloto, mas também fortalecer as festas realizadas nos próprios territórios. Isso envolve transporte público, respeito a todos os corpos que circulam no Carnaval e a ocupação democrática dos espaços urbanos”, completa.

Segundo ele, o crescimento do Carnaval brasiliense é visível ano após ano e tem impacto direto na economia criativa. “O Carnaval é um importante indutor econômico, gera empregos, contrata artistas e profissionais, tanto na formalidade quanto na informalidade. Brasília é uma cidade muito desigual, e o Carnaval acaba refletindo essas desigualdades. Por isso, é fundamental sensibilizar outros setores, como hotelaria, bares, restaurantes e comércio. Além do Carnaval oficial, existe um Carnaval extraoficial, movimentado pelos empreendedores da noite, que também gera renda e circulação de recursos”, observa.

Para Ava Scher, o investimento público no Carnaval vai muito além do apoio a uma festa. “É reconhecer o Carnaval como patrimônio cultural imaterial e, no caso de Brasília, honrar seu título de Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco. Nossa capital foi construída pelo trabalho e pela cultura de pessoas de todas as partes do Brasil. Fomentar o Carnaval é fortalecer essa raiz diversa e permitir que essa mistura única se expresse em ritmos, cores e alegorias”, conclui.

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