O Distrito Federal encerrou o primeiro semestre de 2025 com a criação de 29.689 novas vagas de emprego com carteira assinada. Os dados são do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta semana pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O resultado é o melhor já registrado para o período desde o início da série histórica, em 2020.
Entre janeiro e junho, o DF contabilizou 247 mil admissões e 217.311 desligamentos. Em comparação com o mesmo intervalo de 2024, o saldo de vagas cresceu 6,82% — naquele ano, o número foi de 27.791.
O desempenho de junho reforça a tendência positiva. No mês, foram abertas 3.865 vagas formais, um aumento de 19,5% em relação a junho do ano anterior (3.233). As 38.730 admissões e 34.865 desligamentos registrados configuram o maior volume de contratações para o mês desde 2020. Atualmente, o Distrito Federal conta com 1.039.825 pessoas empregadas formalmente.
Para o secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda, Thales Mendes, o resultado é reflexo das políticas públicas voltadas à empregabilidade. “Alcançar o melhor resultado de geração de empregos para um mês de junho desde 2020 é um marco importante para o Distrito Federal. Programas como o QualificaDF e o RenovaDF têm papel decisivo nesse avanço, ao oferecer capacitação prática e conectar a população às oportunidades reais do mercado de trabalho”, afirmou.
Salários e perfil dos contratados
O salário médio dos admitidos no DF no semestre foi de R$ 2.197,59, o mais alto da Região Centro-Oeste e o segundo maior do país, atrás apenas de São Paulo (R$ 2.428,77). O valor confirma o padrão de remuneração mais elevado na capital federal em comparação com a média nacional.
Entre os setores que mais contrataram em junho, o destaque vai para os serviços, com 23.258 admissões (60% do total). Em seguida, vêm o comércio (9.534), construção (4.031), indústria (1.667) e agropecuária (240).
Do total de trabalhadores contratados no mês, 55% são homens (21.293) e 45% mulheres (17.437). A maioria (64%) possui ensino médio completo, e a faixa etária mais presente nas novas vagas é de 18 a 24 anos (28,7%). Também chama a atenção o percentual de contratados com 40 anos ou mais, que somam 24,7%.
Qualificação como estratégia
O Governo do Distrito Federal tem investido na qualificação profissional como ferramenta para ampliar o acesso ao mercado de trabalho. O programa QualificaDF oferece cursos gratuitos em áreas como agronegócio, comércio, serviços, saúde e informática. Já o RenovaDF combina capacitação com atuação prática na recuperação de espaços públicos. Os participantes recebem um salário mínimo, vale-transporte e seguro contra acidentes pessoais, enquanto aprendem técnicas de alvenaria, elétrica, pintura, jardinagem, entre outras.
Concluída a formação, os trabalhadores são encaminhados a uma das 15 agências do trabalhador distribuídas pelo DF, que atuam como ponto de conexão entre profissionais qualificados e o mercado.
Cenário nacional
Em todo o Brasil, o mês de junho registrou 2.139.182 admissões e 1.972.561 desligamentos, com saldo positivo de 166.621 novos empregos formais. O número total de trabalhadores com carteira assinada no país chegou a 48.419.937. O desempenho do DF reforça a importância das políticas locais de estímulo ao emprego, num cenário nacional ainda marcado por desafios na recuperação do mercado de trabalho.
Com informações da Agência Brasília