A Defesa Civil decretou, nesta sexta-feira (31), pela segunda vez neste ano, Estado de Atenção no Distrito Federal, devido à baixa umidade relativa do ar. Há cinco dias consecutivos, é registrada umidade relativa do ar abaixo de 30%.
E como se não bastasse à baixa umidade relativa do ar, o Distrito Federal completa 75 dias consecutivos sem chuvas e o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) informa que o brasiliense vai continuar sofrendo com a baixa umidade e seca nos próximos dias.
“Hoje pode chegar aos 20% e pode cair até abaixo disso neste fim de semana e no início da outra”, informou Hamilton Carvalho, da área de Meteorologia do Inmet. Segundo ele, a temperatura vai continuar elevada nesse período. Ontem (30) atingiu os 29,8°C na parte da tarde e deve se repetir hoje. Até que caiam as primeiras chuvas, no final de setembro, não há previsão de melhoria em relação à umidade do ar no DF.
Pelos padrões da Organização Mundial de Saúde (OMS), a umidade relativa do ar é ideal é de 60%. A OMS recomenda a decretação do estado de atenção quando os índices ficam entre 20% e 30%.
A Defesa Civil pede uma atenção especial para que as escolas adotarem os seguintes procedimentos:
– Manter bebedouros, inclusive de emergência (potes e garrafas) em número acima dos já existentes, com boas condições de higiene e qualidade da água;
– Perguntar com freqüência (a cada 20 minutos) se algum aluno está com vontade de beber água;
– Estar atento aos alunos com ânimo abatido ou queda rápida de rendimento e comunicar a direção da escola;
– Estar atento para detectar crianças enfermas, principalmente naqueles quadros com perda de líquidos (febril, diarréia, gripe, tosse, etc);
– Manter as salas de aula com a máxima ventilação possível;
– Nas salas de aulas muito aquecidas pelo sol e com pouca aeração, planejar atividades externas intercaladas e sugerir o rodízio de salas para que os mesmos alunos e professores não permaneçam muito tempo naquelas condições;
– Recomendar a merenda com alimentos mais úmidos e leves, de fácil digestão;
– Recomendar aos alunos menores que tragam copos à escola;
– Criar oportunidade para que as crianças umedeçam as narinas e a face, pelo menos uma vez no período;
– Promover reuniões com os pais ou responsáveis, se possível com apoio de um médico ou agente de saúde dos organismos locais da Secretaria de Estado de Saúde, orientando-os sobre procedimentos domiciliares para prevenção da desidratação;
– No caso de desmaios, tonturas, cãibras e mal estar, paralisar de imediato a atividade do aluno, umedecer as têmporas, face e narinas e providenciar atenção urgente do médico ou agente de saúde. Comunicar aos pais do aluno e recomendar providências;
– Manter elevada vigilância de higiene no ambiente escolar, pátios, sanitários e salas de aula;
– Umedecer diariamente, se possível, o piso das salas de aula e pátios cimentados ou cerâmicos, esparramando 02 (dois) baldes de água em cada sala, aproximadamente;
– Acompanhar com maior atenção às crianças com aspectos de aparente desnutrição;
– Observar e recomendar às crianças que usem vestimentas adequadas à temperatura do dia ou da hora da aula. Note que a temperatura deverá elevar-se a partir deste período do ano e que nas últimas aulas do turno da manhã e primeiras do turno da tarde estará mais quente;
– Promover atividades educativas com alunos em torno do assunto DESIDRATAÇÃO, relevando a higiene pessoal do ambiente e dos alimentos. E dando uma maior atenção aos procedimentos para amenizar os efeitos da baixa umidade do ar.