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Brasília

DF apresenta práticas de referência no enfrentamento ao feminicídio em evento no Espírito Santo

Secretaria foi a única convidada do Executivo a participar do evento e destacou o uso de dados qualificados para reduzir riscos e orientar políticas públicas

Redação Jornal de Brasília

08/12/2025 17h26

Foto: Divulgação/SSP-DF

Foto: Divulgação/SSP-DF

A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) participou do XV Encontro Nacional da Comissão Permanente de Combate à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher (Copevid), que reuniu representantes do Ministério Público e instituições do sistema de justiça em dois dias de debates e alinhamentos estratégicos sobre o enfrentamento das violências de gênero. Realizado em formato híbrido, o evento abriu espaço para discussões técnicas sobre prevenção, proteção e monitoramento.

A SSP-DF foi a única secretaria convidada a integrar o encontro, sendo representada por Marcelo Zago, coordenador da Câmara Técnica de Monitoramento de Homicídios e Feminicídios (CTMHF). Ele apresentou a palestra Do dado à ação: estratégias de enfrentamento ao feminicídio no DF e o efeito copycat, destacando o pioneirismo do Distrito Federal na análise qualificada de feminicídios consumados e tentados, além da integração de dados criminais, judiciais e periciais para subsidiar decisões estratégicas.

Para o secretário de Segurança Pública, Sandro Avelar, a participação da pasta em fóruns nacionais reforça o compromisso com políticas públicas baseadas em evidências e articuladas entre diferentes órgãos. Segundo ele, o enfrentamento à violência contra a mulher exige preparo técnico, sensibilidade institucional e respostas rápidas, e a atuação da CTMHF fortalece uma agenda nacional de proteção sustentada por integração e responsabilidade pública.

Na apresentação, Zago destacou que o uso rigoroso de dados é essencial para identificar padrões, antecipar riscos e orientar políticas eficazes de prevenção ao feminicídio. Ele mencionou o estudo Violência Imitada? Evidências Preliminares do Efeito Copycat no DF (2015–2025), que aponta a necessidade de cautela na divulgação de casos, sob risco de estimular comportamentos imitativos. Para o especialista, uma comunicação responsável deve unir transparência, contextualização e orientação sobre caminhos institucionais de proteção.

A Copevid integra o Grupo Nacional de Direitos Humanos (GNDH), do Conselho Nacional de Procuradores-Gerais (CNPG), reunindo representantes dos ministérios públicos estaduais, Federal, Militar, do Trabalho e do Distrito Federal e Territórios. Com 12 anos de atuação, o colegiado tem contribuído para o aprimoramento de políticas nacionais e para a atuação coordenada no combate à violência doméstica e familiar.

Com informações da Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF)

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