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Brasília

DF apresenta modelo de integração para localizar desaparecidos no iLab Segurança 2026

Gestores da Secretaria de Segurança Pública do DF destacam governança federativa e análise de dados durante painel na conferência em Brasília

Redação Jornal de Brasília

05/03/2026 17h05

desaparecidos

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Durante a II Conferência de Segurança Pública, o iLab Segurança 2026, realizada em Brasília, gestores da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) apresentaram um painel sobre políticas públicas para o enfrentamento ao desaparecimento de pessoas. Intitulado ‘Governança Federativa e Integração Sistêmica na Política Pública de Atenção ao Desaparecimento de Pessoas no Brasil’, o debate ocorreu na quinta-feira (5) e enfatizou a estruturação dessas políticas sob a perspectiva de governança federativa, integração institucional e gestão baseada em evidências.

O secretário de Segurança Pública do DF, Sandro Avelar, destacou o protagonismo do Distrito Federal na construção de políticas nacionais. ‘Brasília se transforma, nestes dias, no principal espaço de diálogo e construção de soluções para a segurança pública brasileira. Ao compartilhar experiências e boas práticas, como as ações voltadas ao enfrentamento do desaparecimento de pessoas, fortalecemos a cooperação entre os estados e contribuímos para a construção de políticas públicas cada vez mais eficientes e integradas para proteger a população’, afirmou.

Participaram do painel o subsecretário de Integração de Políticas em Segurança Pública, Jasiel Fernandes, que coordenou a discussão científica, e o subsecretário de Gestão da Informação, George Couto, responsável pela apresentação de análises de dados e indicadores. Também estiveram presentes a gestora do Programa de Localização e Identificação de Desaparecidos do Ministério Público do DF, Polyanna Silvares, e o coordenador-geral de Políticas de Prevenção à Violência e à Criminalidade do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Leandro Arbogast.

Jasiel Fernandes observou: ‘O enfrentamento ao desaparecimento de pessoas exige governança, integração e decisões baseadas em evidências. Mas também exige sensibilidade para compreender a dor permanente das famílias que convivem com a ausência de alguém que amam. Enquanto houver uma pessoa desaparecida no Distrito Federal, não podemos parar de buscar soluções, aprimorar nossos protocolos e mobilizar instituições para localizar cada uma delas’.

O Distrito Federal registra um dos melhores índices de localização de pessoas desaparecidas no país, com taxas variando entre 96% e 98%. Entre as iniciativas destacadas está o Plano de Ação para Enfrentamento ao Desaparecimento de Pessoas, apresentado em fevereiro deste ano. O documento estabelece diretrizes estratégicas, fluxos operacionais integrados e protocolos para ampliar a capacidade de resposta do Estado, com foco na localização rápida e na proteção das famílias.

A proposta reforça a articulação entre órgãos de segurança pública, sistema de justiça e rede de proteção social, integrando instrumentos nacionais e bases de dados para maior eficiência no acompanhamento dos casos. George Couto enfatizou a necessidade de padronização na concepção estatística dos dados sobre desaparecimentos em nível nacional, e os índices do DF deverão constar no Anuário de Segurança Pública de 2026, previsto para março.

O iLab Segurança 2026, iniciado na terça-feira (3) e encerrando na sexta-feira (6), reúne secretários estaduais, comandantes de polícias e autoridades federais em Brasília para fortalecer o Sistema Único de Segurança Pública (Susp) e aprimorar políticas na área.

*Com informações da Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF)

 

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