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Brasília

Dez de verdade

Arquivo Geral

18/07/2007 0h00


Líder do Grupo A, com três pontos, o Brasil pode passar hoje à próxima fase do  futebol do Pan, se vencer a Costa Rica, a partir das 15h30, no Engenhão, pela segunda rodada da modalidade, com três grupos de quatro seleções.  O primeiro de cada chave estará nas semifinais,  com o melhor segundo colocado entre todos os times.

Com seis pontos, o Brasil pode garantir a última vaga hoje, dependendo dos outros resultados da rodada. Se não vencer, vai para o último jogo, contra o Equador, na sexta-feira, precisando pontuar. Mas conta com o craque Lulinha para se garantir. Afinal, ele é o camisa 10 da hora.

Na seleção brasileira sub-20, o flamenguista Renato Augusto, camisa 10, jogou mal e foi substituído na derrota que eliminou o Brasil no Mundial da categoria. No time A, campeão da Copa América, o técnico Dunga deixou na reserva Diego, que usava a camisa consagrada por Pelé. Na equipe sub-17, neste Pan-Americano, a história é diferente. Lulinha, o dono da 10, é o artilheiro do torneio e principal esperança de bom futebol e vitória hoje.

Na estréia do Brasil no Pan, contra Honduras, no domingo passado, Lulinha acabou com o jogo: marcou três gols, saiu de campo aplaudido, artilheiro do campeonato e vedete da seleção. “Não me sinto o único astro do time. Há também os gêmeos do Fluminense, já contratados pelo Manchester United (ING)”, disfarça Lulinha, referindo-se a Fábio e Rafael, os dois laterais sub-17. Fábio, que joga pela esquerda e é capitão do time, e Rafael, que também se destacou no primeiro jogo, irão para o novo clube quando completarem 18 anos. Mas, por enquanto, Lulinha é o único dos 18 atletas do time do Pan que  treina com os profissionais de seu clube. Aos 17 anos, ele é uma das opções do técnico corintiano Paulo César Carpegiani no Campeonato Brasileiro. “Lá, a pressão é imensa, mas os colegas me ensinam coisas que não se aprende na base”, revela.

A capacidade de Lulinha para lidar com a pressão impressiona o técnico da seleção sub-17, Lucho Nizzo. “O contato que eu tenho com o Lulinha é só de três meses. Mas ele parece ser um garoto tranqüilo. Sua capacidade para assumir responsabilidades é muito grande”, observou o treinador, para quem, Lulinha se destaca também pela sensatez e humildade.

E Lulinha mantém o discurso humilde também para falar de artilharia. “O que importa é o  Brasil sair com o ouro. Ser artilheiro vem depois”, jura o jogador mais assediado em todos os treinos da seleção.





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