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Brasília

Desabamento no Eixão aumenta medo de brasilienses

Arquivo Geral

07/02/2018 22h05

Luiz Gonzaga contou que as vendas despencaram. Foto: Matheus Venzi

Matheus Venzi
matheus.venzi@grupojbr.com

Um dia após a queda de parte de viaduto no Eixão Sul, já é possível perceber que a movimentação na Galeria dos Estados diminuiu. Muitas pessoas ainda temem pela segurança e evitam passar próximo ao local. Os comerciantes da área também estão inseguros sobre o futuro da galeria, já que o problema não deve ser resolvido em um período curto.

O auxiliar de operador de tecnologia, Anderlon Rosa Barbosa, 21 anos, é um dos que estão inseguros com a situação do local. “Era uma coisa que já estava pra arrumar faz muito tempo, né?! Isso mostra o descaso do governo com a população. Quem sabe se acontecer algo mais grave eles tomam providências mais concretas”, diz. Anderlon admite que evita passar pela área após o ocorrido.

Anderlon Rosa Barbosa admite que evita passar pelo local. Foto: Matheus Venzi

Já o corretor financeiro Julio Barbosa Filho, 50, passou muitas vezes pelo local. “Eu já percebia que estava estranho, tinha rachaduras e uma aparência desgastada. Era para acontecer uma tragédia bem maior”, ressalta. Segundo ele, os restaurantes ali sempre estavam lotados na hora do almoço. “Foi um milagre não ter acontecido nada com ninguém”, completa.

Queda nas vendas

Quem trabalha no local, reclama que o comércio foi afetado. O proprietário de uma loja de calçados, Luiz Gonzaga, 67, conta ainda que as compras praticamente zeraram em sua loja. “O prejuízo é total. O movimento aqui já vinha caindo nos últimos anos e agora despencou”, completa. Ele denuncia que já está há 18 anos no local e nunca viu nenhum órgão realizar reformas no espaço. “Só fazem maquiagens… Pintam algumas paredes e colocam algumas lâmpadas para parecer que está tudo certo”, afirma.

O presidente da Associação Brasiliense dos Trabalhadores Autônomos e Ambulantes do Distrito Federal (ABTAA), Márcio Afonso, afirma que o movimento realmente diminuiu. “Ali funcionavam dois restaurantes e um bar, o que atraía muita gente. Eram essas pessoas que aqueciam o comércio. Agora ninguém mais quer passar por baixo do viaduto”, expõe. Márcio, inclusive, já pensa em mudar de lugar a feirinha da galeria, que funciona em uma tenda localizada na parte superior. Para ele, o comércio na parte subterrânea é o mais afetado.

A presidente da Associação dos Lojistas da Galeria dos Estados, Maria Inês Mourão, transmite o medo dos comerciantes locais. “Ninguém sabe se isso vai terminar de cair hoje, amanhã… As paradas de ônibus estão danificadas também. O governo deveria realizar uma vistoria geral, tanto na parte do Setor Comercial Sul, como na parte do Setor Bancário Sul”, comenta. Apesar de tudo, Maria ainda nutre esperanças esperanças, caso reparação seja feita rapidamente. “Se demorarem, o medo e o pavor irão continuar por aqui”, finaliza.

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