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Deputados distritais discutem possível CPI da Neoenergia

O deputado Reginaldo Veras defendeu a fiscalização dos serviços da Neoenergia prestados à população

Foto: Reprodução

HYLDA CAVALCANTI

Deputados distritais aproveitaram a sessão desta quarta-feira (1º) da Câmara Legislativa do DF (CLDF) para discutir sobre as constantes faltas de energia em Brasília e Regiões Metropolitanas, em meio à profusão de reclamações que eles têm recebido em reuniões com comunidades e nos gabinetes. As queixas tanto são de apagões em várias partes do Distrito Federal, como também sobre a dificuldade das pessoas de acessar os serviços da Neoenergia – empresa que adquiriu parte da CEB responsável pelo fornecimento aos usuários.

O deputado Professor Reginaldo Veras (PDT) chegou a sugerir a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Casa, para investigar a situação. O parlamentar afirmou que é necessário fiscalizar os serviços prestados para ver se estão dentro dos parâmetros estabelecidos pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que regula o setor.

Já o presidente da CLDF, deputado Rafael Prudente (MDB), contou que teve reunião recente com representantes da empresa e estes ficaram de instalar um canal de atendimento na Casa para facilitar o encaminhamento das solicitações dos cidadãos e dos parlamentares. “A partir da próxima segunda-feira (6), uma espécie de posto avançado da Neoenergia receberá reclamações e permitirá que a CLDF acompanhe mais de perto a solução desses problemas”, afirmou Prudente.

As reclamações foram feitas por diversos integrantes do colegiado, dentre os quais os distritais Chico Vigilante (PT), Arlete Sampaio (PT), Fábio Felix (Psol) e Leandro Grass (Rede). Vigilante destacou que um dos motivos disso acontecer está no fato de que a CEB, antes de ser privatizada, contava com um contingente de 370 eletricistas e a Neoenergia cortou 48 destes profissionais. Além disso, estão previstos pela companhia, conforme destacou o parlamentar, outros 80 cortes.

Já Fábio Felix lembrou que a proposta de privatização da CEB não passou pelo crivo da Câmara Legislativa, o que chamou de “decisão equivocada”.

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