Superado por decisão da arbitragem pelo cubano Oscar Brayson na decisão da categoria pesado de judô nos Jogos Pan-americano do Rio, o brasileiro João Gabriel Schilittler questionou a escolha do árbitro Ector Esteves como um dos mediadores do combate. Esteves é cubano naturalizado norte-americano.
“Acho que houve um problema porque a regra diz que o árbitro não pode ser da origem dos lutadores”, questionou. Para o supervisor das seleções, Ney Wilson a escolha também foi problemática. “A escalação do árbitro americano foi injusta. Ele é cubano naturalizado”, reclama. Apesar da insatisfação, a comissão técnica não pretende questionar o resultado do combate. “Não tem o que fazer”.
O técnico Luiz Shinohara acha que a arbitragem deixou de considerar golpes aplicados pelo brasileiro durante o tempo regular. Para ele, seu atleta teria conseguido acertar pelo menos um koka no oponente.
Na atuação de João, o treinador sentiu falta de iniciativa desde o início, o que acabou contribuindo para que o combate fosse decidido no Golden Score. “Aí, a luta ficou muito igual, tanto que a decisão da arbitragem ficou 2 x 1”.
No fim do combate, o árbitro central apontou João como vencedor, mas os laterais levantaram a bandeira azul indicando sua opção de vencedor. A situação confundiu até os próprios lutadores, que demoraram em entender quem era o campeão. “Não tinha visto que levantaram a bandeira, achei que ele era o vencedor”, admite Brayson. “Eu quis confirmar o resultado vendo os laterais”, diz João.
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