A denúncia feita por Durval Barbosa contra o procurador Leonardo Bandarra foi encaminhada na tarde de hoje (11), ao Conselho Nacional do Ministério Público – CNMP.
A corregedora-geral do Ministério Público do DF, Lenir de Azevedo, encaminhou as conclusões da sindicância aberta em dezembro, após Durval ter feito denúncias sobre a atuação do procurador geral de justiça do DF.
As acusações giram em torno de um pagamento de 1,6 milhões de reais, em troca de informações privilegiadas e a prorrogação de contratos de coleta de lixo sem licitação feito por Durval Barbosa à Bandarra. Segundo ele, a tramitação foi realizada com Deborah Guerner e o dinheiro seria repartido com o procurador.
A pedidos do Conselheiro Bruno Dantas, foi protocolado um requerimento, em março, para que o caso migrasse para o CNMP. Segundo ele, os motivos para a mudança de orgão seria a lentidão do MPDFT e a falta de imparcialidade na apuração do caso.
Manobra
Em março, o procurador-geral Leonardo Bandarra, impetrou um recurso para que fosse impedido que duas procuradoras, Ruth Kicis e Suzana Toledo, no curso da investigação do caso, tivessem acesso a documentos internos do Ministério Público do DF. Esses documentos dizem respeito à fiscalização de contratos sobre a coleta de lixo. Hoje pela manhã, o CNMP manteve a decisão de não protocolar esse recurso.