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Brasília

Delegado quer autuar agressores de militar na Asa Sul por tentativa de homicídio

Arquivo Geral

18/05/2010 9h54

A agressão contra o oficial da Aeronáutica Anísio Oliveira Lemos, 46 anos, pode passar de lesão corporal para tentativa de homicídio. A iniciativa da Polícia Civil se baseia nos laudos do Instituto Médico-Legal (IML) e no depoimento de testemunhas que viram o militar ser espancado por quatro rapazes na madrugada do último sábado, que podem reforçar a intenção da polícia em configurar que a vida da vítima foi colocada em risco.

 

De acordo com alguns depoimentos, entre eles o da mulher de Anísio, a vítima foi derrubada na pista do Eixo L, na altura da Quadra 214 Sul, onde fica o posto de gasolina em que estavam os agressores. “Além disso, a cabeça do oficial foi batida várias vezes contra uma pilastra e seu corpo ainda foi jogado contra a porta de vidro da portaria de seu prédio. Fica claro que os agressores não queriam apenas provocar lesões leves na vítima”, afirmou o delegado-chefe da 1ª Delegacia de Polícia (Asa Sul), Watson Warmling, que investiga o caso.

 

O delegado aguarda apenas o resultado de exames que estão sendo elaborados pelo IML para decidir se transforma o Termo Circunstanciado (TC), relacionado a crimes de menor potencial ofensivo, em tentativa de homicídio. Desta forma, os agressores podem ter pedidos de prisão expedidos pela Justiça.

 

Ontem à tarde, o oficial prestou depoimento na delegacia e tentou reconhecer os três agressores que ainda não foram identificados. Um terceiro homem foi apontado pela mulher da vítima como aquele que deu uma gravata em Anísio, como pode ser visto no vídeo gravado pelas câmeras de segurança do prédio onde mora o militar. “Edésio Rocha Aguiar, 22 anos, foi apontado como um dos suspeitos”, confirmou o delegado.

 

Outros três suspeitos ainda permanecem sem identificação. O delegado reforçou, ontem, que qualquer informação da população pode ser passada, de forma anônima, por meio do telefone 197, da Polícia Civil. “Os homens que foram identificados não comentam sobre a participação dos outros comparsas, por isso pedimos que a população ajude com qualquer tipo de pista”, disse o delegado.

 

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Foto: Minervino Júnior

 

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