A Defesa Civil interditou um prédio comercial na Quadra 1 do Setor Sul do Gama. Segundo a pasta, o pilar central cedeu, rebaixando a laje e comprometendo a estrutura da edificação. No térreo funciona um supermercado, e logo acima está situado o escritório da Associação Casa de Santo André. A situação do prédio é considerada “gravíssima” devido ao risco de desabamento.
O rompimento do pilar, e por consequência da viga de sustentação da laje, ocorreu por volta das 15h30. Segundo relatos dos funcionários da associação, eles ouviram um estrondo e em seguida um tremor. “Na hora, não paramos para pensar no que estava acontecendo e saímos todos correndo. Só quando já estávamos aqui em baixo é que começamos a entender o ocorrido”, conta a auxiliar administrativa da Casa de Santo André, Cláudia Santos.
Tentativa
Os bombeiros colocaram estacas de madeira para tentar evitar que a estrutura continuasse a ceder. Mas com a chegada da Defesa Civil o trabalho foi paralisado, pois segundo o subsecretário de Operações, coronel Sérgio Bezerra, elas não aguentariam se a estrutura cedesse. Apenas o metal suportaria o peso.
O gerente do mercado, que não quis se identificar, culpou a associação de colocar sobrepeso na laje, mas a versão foi contesta pela Defesa Civil. “O rompimento da viga pode ter sido consequência de erros no projeto ou da utilização de material de baixa qualidade. A sobrecarga não é o motivo que levou a estrutura a ceder”, garante Bezerra.
Os prédios próximos ao mercado também foram vistoriados, mas segundo a Defesa Civil não havia indícios suficientes para que eles fossem interditados também.
Luís Mários, que se apresentou como amigo do proprietário do mercado, afirmou que irá com um engenheiro ao local na manhã de hoje, para tomar as providências necessárias para recurepar a estrutura. A Defesa Civil só deverá liberar a reabertura do local após a apresentação de documentos com os dados do projeto e do executor da obra.
O presidente da Casa de Santo André, Ribamar de Moraes, afirmou que a associação ficará sem uma central até o desfecho do caso.
Saiba Mais
No escritório da Casa de Santo André são guardadas cestas básicas, que são distribuídas para oito unidades que trabalham com moradores de rua.
Para o gerente do supermercado, o estabelecimento é vítima da “má utilização” do andar superior, onde funciona a associação.
O subtenente do Corpo de Bombeiros Marcus Welby afirma que só após os laudos periciais é que poderão ser constatados os motivos do rompimento.