Professores decidem sobre a continuidade ou não da greve na próxima segunda-feira, 10 de maio. Em assembleia na manhã desta sexta-feira, 135 docentes votaram pela manutenção do movimento e 134 pela volta às atividades. No entanto, legitimidade da contagem acabou questionada e mesa diretora anulou a votação.
O clima no Anfiteatro 9 foi tenso. Pela primeira vez o auditório estava lotado e a categoria dividida ao meio. A contagem, feita em voz alta e fileira a fileira, terminou contestada por um problema na enumeração dos votantes que estavam de pé. Protestos do grupo favorável ao fim da greve denunciavam pessoas nas laterais que votaram duas vezes.
A polêmica esquentou os ânimos, o que inviabilizou uma nova contagem. Por volta das 13h, a assembleia aprovou a proposta de fazer uma votação na segunda-feira. “O placar foi muito apertado e o erro de uma pessoa poderia comprometer a decisão coletiva”, afirmou o professor Sadi Dal Rosso, do Departamento de Sociologia, que defendeu o adiamento da votação, enquanto a mesa diretora da AdunB insistia em fazer a recontagem dos votos e garantir uma decisão naquele instante.
TENDÊNCIA
A pressão para acabar com a greve que completou 57 dias aumentou depois dos informes de representantes das unidades acadêmicas, aprovados na última assembleia. Das 10 exposições, com base em reuniões internas, sete foram pela volta às aulas, como a dos representantes dos departamentos de Matemática e Administração.
A tendência de que os professores voltem às salas de aula também é reforçada pela ameaça da Advocacia-Geral da União de declarar a ilegalidade da greve a partir da próxima terça-feira. “Aconteça o que acontecer temos que construir uma saída conjunta. A greve começou unificada e não pode terminar dividida”, ponderou o professor Adson da Rocha, do Departamento de Engenharia Elétrica.
Funcionários técnico-administrativos marcaram assembleia para decidir sobre a continuidade da greve para terça-feira, 11 de maio.