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Brasília

Dança do ventre encanta moradores do Varjão

Arquivo Geral

13/06/2014 8h00

Muito mais do que lazer, a cultura da dança do ventre tem atraído as mulheres do Varjão. A iniciativa da professora de educação física e dançarina profissional  Thaís Padma atende a 40 alunas, de crianças a idosas.

Thaís começou a praticar   dança  do ventre aos nove anos,    com incentivo da mãe, de ascendência libanesa,  que ministrava aulas de dança profissional. Ela fez cursos de aprimoramento em São Paulo com bailarinos de vários países. Em 2011, viajou para o Líbano, onde mostrou sua arte   em restaurantes.

De volta a Brasília, o projeto da professora foi inscrito   no  Fundo de Apoio à Cultura (FAC) no ano passado. Em maio último, o plano saiu do papel. Inicialmente, eram 20 participantes – número que duplicou.  Por enquanto, não há vagas.

O Centro de Convivência do Idoso, localizado na Quadra 5,   cedeu espaço para abrigar  os alunos. A escolha   pelo Varjão se deu  para proporcionar uma oportunidade diferente às moradoras. “Levamos em conta a simplicidade da cidade. Muitas mulheres   não teriam a chance de praticar a dança   se não fosse o projeto”, acredita Thaís. 

As aulas acontecem às segundas, quartas e sextas-feiras, das 18h30 às 20h. 

Autoestima

A aluna Rosiana Viana  ficou empolgada com a atividade e não pretende deixar a turma. “Conheci o projeto por meio de uma colega. Logo me inscrevi e, desde então, venho a todas as aulas. Minha autoestima e disposição têm melhorado a cada aula”,   anima-se. 

O objetivo é justamente esse, reforça a   professora Thaís: “A melhora na autoestima, consciência corporal, saúde física, ânimo e coordenação são alguns pontos que são aprimorados”.

E é por conta     do benefício à saúde que a aposentada Ella Fiamontine,    84 anos, não deixa de praticar a atividade. “Sou frequentadora assídua. A dança faz bem para meu corpo, pois sentia muitas dores na coluna que, hoje em dia, estão bem melhores. É importante também para interagir com as pessoas, aqui fazemos novos amigos”. 

Campanha 

Uma das belezas da dança árabe é o figurino, composto por tops, saias e lenços. Por isso, Thaís iniciou a campanha Enfeite um quadril, doe um lencinho, divulgada no Facebook.   “Nós não tínhamos condições   de comprar lenços para todas. Já chegamos a receber diversas doações, de todos os lugares de Brasília, e isso incentiva que continuem a dançar”. As doações ainda podem ser feitas no Instituto de Cultura Árabe Brasileira (Icab) – na 706  Norte. 

Ao final do projeto, as alunas farão uma apresentação cultural, ainda sem data e locais definidos. 

Saiba Mais
Originalmente, a dança do ventre é chamada de Racks el Sharqi, cujo significado  é “Dança do Leste”.
 
Na  época do Antigo Egito, as mulheres celebravam a vida e reverenciavam a felicidade com a dança, fazendo movimentos ondulatórios e batidas de quadril. Hoje,essa cultura se espalhou ao redor  do globo.
 
A professora Thaís Padma possui um blog chamado Dançar é pra quem quer (dancarepraquemquer.blogspot.
com.br). Nele há informações sobre o trabalho dela  e os locais de apresentações já promovidas.

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