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Brasília

Cultura e lazer no calçadão da Asa Norte

Arquivo Geral

17/08/2014 8h00

Em vez de cinema e shopping, milhares de brasilienses preferiram mudar a rotina fria do final de semana na capital e aproveitaram as atrações do Picnik. O evento alternativo está na sua 14ª edição e vem quebrando o próprio recorde de público ano a ano. De acordo com a organização, ontem, passaram pelo calçadão da Asa Norte cerca de oito mil pessoas. A Polícia Militar, no entanto, estima um público menor: entre dois e três mil.

Mas as dúvidas pararam por aí. Pelo menos para a paulista radicada em Brasília Dorti Solange Albuquerque, 56 anos. Na escolha do lugar para comemorar o aniversário da filha Gabryella Albuquerque, que completou nesse sábado 26 anos. “Ela disse: ‘Mamãe, vai coincidir com o dia do Picnik. Resolvemos vir para cá”, diz a professora.

Seguindo a essência do evento – que tem como objetivo tirar as pessoas de suas residências e convidá-las a se juntarem em um grande banquete ao ar livre -, a família de Dorti estendeu um pano no gramado e serviu o bolo de aniversário ali mesmo. “Brasília é tida como uma cidade fria. Isso mostra que não é verdade”, ressalta a matriarca.

Família

O público era composto em sua maioria de famílias. Mãe e filha, Aline e Lourdes de Albuquerque aproveitaram para comprar badulaques “nostálgicos”. “Gosto muito de ímãs com o desenho do Snoopy, amo objetos antigos”, explica Aline.

Outra família que deixou os programas de rotina por uma tarde com a multidão na Asa Norte foi a do analista de projetos Eron Costa, 43, morador do Guará. Ele e a namorada Keyla Dias, 33, reuniram os filhos – ela tem uma menina de 13 anos e ele, dois de seis e quatro-e também fizeram um piquenique. “É muito legal aqui. Eu sempre venho com meus filhos”, disse.

Tem atração para todas as idades. Teatro, brinquedos, palhaços, exposição de artesanato, tatuagens e serigrafia, alem de oficinas de dança milenares. Aliás, esta foi uma das que mais atraiu o público masculino, que ficou admirado com a beleza da dançarina.

Comerciantes aproveitaram o fluxo intenso

Mas nem só a diversão marcou o evento. Algumas pessoas aproveitaram para faturar com a multidão aglomerada no Picnik. Ao lado, na tenda das exposições, o microempreendedor individual – como ele próprio define – Pedro Borges tentava limpar o estoque de camisas acumulado ao longo semana em sua loja em Taguatinga. “Mas até agora, 17h, não foram boas as vendas”, lamentava.

O ilustrador Leandro Mello, morador da 705 Norte, também expôs seus desenhos impressos em papel e jornal de quadrinhos. “É uma boa oportunidade para mostrar meu trabalho. Tem muita gente reunida”, enalteceu. 

Sem histórico de violência, até às 18h de ontem, havia somente uma ocorrência de furto do som de um veículo na região da festa. A vítima foi a advogada Natália Rodrigues. “Falta mais policiamento aqui”, diz.

Saiba Mais

O Picnik foi criado  há 14 anos por três jovens de Brasília que estavam entediados com as opções de lazer típicas da cidade. O trio, então, resolveu se reunir  no gramado da Asa norte para comer e saborear uma boa conversa. 

De lá para cá, o encontro vem atraindo adeptos. Hoje, reúne uma verdadeira multidão de seguidores.

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