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Brasília

Criminosos atacam áreas nobres de Brasília

Arquivo Geral

01/02/2018 7h00

Atualizada 31/01/2018 23h40

No CA do Lago Norte, os criminosos não dão sossego para os moradores. Foto: Gabriel Jabur

João Paulo Mariano
redacao@grupojbr.com

Morar em regiões nobres, como o Lago Norte ou a Asa Norte, deixou de ser sinônimo de segurança para muitos moradores que sofrem roubos, furtos e, até mesmo, tentativas de homicídio. Nesta semana, um carro foi roubado em frente a um condomínio no CA 9 do Lago Norte. Foi o segundo em menos de 10 dias. Nos dois, as vítimas foram intimidadas com armas de fogo. Se comparados os dados de roubo de veículos na região, de janeiro a outubro de 2017, 52, com o dado do mesmo período de 2016, 19, o aumento é de 173%.

E não para por aí. De acordo com os números da Secretaria de Segurança Pública (SSP), nesse mesmo período, o roubo a residências pulou de 13, em 2016, para 25, em 2017 – 92% – de crescimento. O roubo a transeunte não ficou atrás: 69% de diferença na comparação entre os dois anos, saiu de 78 para 137.

No crime da última terça, dois homens, um deles armados, levaram o carro e os pertences de um casal no momento em que eles chegavam ao condomínio em que moram no CA 9. Câmeras de segurança flagraram a movimentação dos assaltantes e devem auxiliar a Polícia na investigação. Nas imagens, é possível conferir o momento em que o casal tenta fugir, mas os bandidos vão atrás deles.

Uma das vítimas, o homem, tenta proteger a mulher e entrega todos os pertences que estão nos bolsos e até tira uma corrente do pescoço. O carro, um Hyundai/I30 branco, foi levado e ainda não havia sido localizado até o fechamento desta edição.
No último dia 22, o carro de um motorista de Uber foi levado, junto com o todos seus pertences. O pessoal do prédio que deu o socorro necessário. “A gente acredita que sejam pessoas que ficaram rondando a área”, alerta a síndica do prédio do CA 9, Carol Linden, que cobra mais policiamento na região. Ela reclama que a Polícia foi chamada, na ocorrência desta semana, mas só apareceu 25 minutos depois, tempo suficiente para bandidos fugirem.

O enfermeiro Renato Soares, 38, também quer que a Polícia esteja mais presente na região do CA e em todo o Lago Norte. “A sensação é de insegurança crescente. Já ouvi falar de vários assaltos na região”, afirma sobre o local em que mora há dois anos. Para ele, a localização dos CAs acaba facilitando a fuga dos assaltantes, tanto para o Varjão quanto utilizando a EPIA.

Asa Norte também cobra policiamento

Vizinhos do Lago Norte, moradores da Asa Norte também reclamam da falta de segurança. Na terça (30), Isaque Pereira da Silva 20, foi preso, pois, segundo a Polícia Civil, ele esfaqueou um bancário de 47 anos que voltava do trabalho, às 6h47 da manhã, na área residencial da 714 Norte. O homem estava a menos de 30 menos de casa quando tudo ocorreu. Ele está internado em um hospital particular porque uma das três facadas que recebeu, atingiu o pulmão.

O vizinho da vítima, Pedro Roberto Santos, 48, afirma que ficou muito assustado, pois, como segurança, ele também chega nesse horário em casa, e o atentado poderia ter sido contra ele. Morando há 30 anos na mesma rua, ele se diz cansado de ver e ouvir histórias de furtos acontecendo ali. “Vamos colocar câmera de segurança na minha casa. Não dá para deixar essas situações passarem. O cara (vítima da facada) é super gente boa. Do bem. E mora aqui há mais de 10 anos. Eu me sinto abandonado”, reclama o homem. Ele diz que vê a polícia até às 21h, e só volta bem depois.

Em nota, a PMDF informa que toda vez que é acionada vai de imediato ao local da ocorrência. Além disso, faz patrulhamento 24h, tanto na região da Asa Norte quanto no Lago Norte. Neste último, segundo a corporação, existe o programa criado numa parceria da Polícia e dos moradores, a Rede de Vizinhos Protegidos. Além disso, a redução dos índices é esperada com a inauguração da sede do 24º Batalhão no Lago Norte, no sábado (3).

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