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Brasília

Crimes em Luziânia reabrem debate sobre punição a crimes hediondos

Arquivo Geral

13/04/2010 8h37

A descoberta do autor do assassinato dos seis jovens que estavam desaparecidos há 101 dias na cidade de Luziânia, em Goiás, reabriu os debates sobre mudanças na legislação que trata de crimes hediondos na Câmara dos Deputados.

Na Casa, os deputados ligados aos direitos humanos e ao combate à criminalidade têm projetos que pretendem endurecer a pena para condenações por pedofilia, por exemplo, e os demais crimes graves contra a vida. Castelo Branco é autor da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 421/09, que estabelece a prisão perpétua para esses casos. Segundo ele, a pena para os crimes hediondos ainda é muito branda para a “audácia cada vez maior” dos criminosos.

O deputado federal Castelo Branco (PFL/AM) é autor da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que estabelece a prisão perpétua para esses casos. Segundo ele, a pena para os crimes hediondos ainda é muito branda para a “audácia cada vez maior” dos criminosos. Já a deputada Marina Maggessi (PPS/RJ), que fez carreira como policial civil, cobra a discussão de um projeto que prevê a castração química para reincidentes no crime de pedofilia. A pena para esses condenados seria um tratamento hormonal para inibir a libido, impedindo que o desejo sexual leve a outros crimes.

Crimes Hediondos
De acordo com a Lei 8072/90, latrocínio, homicídio praticado por grupos de extermínio, extorsão qualificada por morte, extorsão mediante seqüestro, estupro, atentado violento ao pudor, disseminação de epidemia que provoque morte, envenenamento de água potável ou de substância alimentícia ou medicinal causando morte e genocídio são considerados crimes hediondos. A pena deve ser cumprida integralmente em regime fechado. Além disso, esse crime é insuscetível de anistia, graça, indulto e fiança.

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    Crimes em Luziânia reabrem debate sobre punição a crimes hediondos

    Arquivo Geral

    12/04/2010 16h40

    A descoberta do autor do assassinato dos seis jovens que estavam desaparecidos há 101 dias na cidade de Luziânia, em Goiás, nas imediações de Brasília, reabre os debates sobre mudanças na legislação que trata sobre crimes hediondos (Lei 8072/90). Na Câmara, os deputados ligados aos direitos humanos e ao combate à criminalidade têm projetos que pretendem endurecer a pena para condenações por pedofilia, por exemplo, e os demais crimes graves contra a vida.

    Diante da atual lei, que permite o benefício da progressão de regime de cumprimento de pena mesmo para condenados por crimes hediondos, o deputado Sabino Castelo Branco (PTB-AM), defende prisão perpétua para casos como o do assassino confesso Admar de Jesus, que conduziu os policiais de Luziânia até as covas rasas em que enterrou os corpos dos seis meninos que ele matou após abusar sexualmente das vítimas.

    Em 2006, o Supremo Tribunal Federal entendeu que os condenados por crimes hediondos não podem ser privados do benefício de progressão de regime, podendo cumprir a pena em regime aberto ou semi-aberto. Foi o caso do assassino de Luziânia. Ele matou os seis jovens dias depois de deixar a prisão onde cumpriu quatro dos 14 anos a que foi condenado por crime sexual.

    Pena branda

    Castelo Branco é autor da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 421/09, que estabelece a prisão perpétua para esses casos. Segundo ele, a pena para os crimes hediondos ainda é muito branda para a “audácia cada vez maior” dos criminosos.

    “Se ele [o assassino confesso] tivesse uma pena mais rigorosa, se fosse o caso de uma prisão perpétua, ele não teria cometido esses seis homicídios, esses já estariam fora porque ele estaria preso”, acredita o deputado.

    Ele argumenta que a nova pena vai servir de exemplo: “Quando uma pessoa for condenada a uma prisão perpétua, vários criminosos, acho que 80%, vão pensar duas vezes antes de cometer qualquer crime hediondo, porque ele sabe que não vai sair mais da cadeia.”

    Castração química

     

    Marina Magessi defende a castração química para casos de pedofilia.Já a deputada Marina Maggessi (PPS-RJ), que fez carreira como policial civil, cobra a discussão de um projeto dela (PL 4399/08) que prevê a castração química para reincidentes no crime de pedofilia. A pena para esses condenados seria um tratamento hormonal para inibir a libido, impedindo que o desejo sexual leve a outros crimes.

    O projeto foi devolvido à autora, por ter sido considerado inconstitucional, mas há um recurso – em análise na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania – que pede a continuidade da tramitação da proposta. O parecer do relator na CCJ, deputado Zenaldo Coutinho (PSDB -PA), é favorável ao projeto.

    “Nos crimes contra a vida, eu não acredito em pena, porque tanto faz o cara ficar 30, 20 ou 18 anos preso que, quando ele voltar para a rua, ele vai fazer de novo, que é o caso da pedofilia”, avalia a deputada. Ela espera que, “diante de um caso tão pavoroso quanto este, se retorne essa discussão da pedofilia, porque no Brasil é assim. Essa demagogia protege monstros que se utilizam dela para continuar praticando seus próprios crimes”.

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