O caso que marcou Brasília há 16 anos ganha um novo capítulo nesta terça-feira (2). A Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu, por 3 votos a 2, anular o Tribunal do Júri e a condenação de Adriana Villela, acusada do assassinato dos pais e da empregada da família.
A decisão se baseou no argumento de cerceamento de defesa. Segundo os ministros, parte dos depoimentos decisivos só foi disponibilizada à acusação durante o julgamento, prejudicando o direito de defesa de Adriana. Com isso, a pena, que já havia sido fixada em mais de 60 anos de prisão, não será cumprida por enquanto.
O processo retorna à primeira instância, onde o juiz poderá avaliar a manutenção das provas, realizar novas diligências e convocar um novo júri. Durante o julgamento no STJ, a defesa argumentou que a condenação ocorreu sem comprovação clara de autoria, enquanto o Ministério Público defendeu a execução imediata da pena, citando precedentes do STF que permitem cumprimento mesmo com recursos pendentes.