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Brasília

Crime da 113 Sul: irmão de Leonardo, porteiro acusado de matar o casal Villela, presta depoimento

Ao Jornal de Brasília, José Ribamar afirma que não acredita que o irmão esteja envolvido no caso

Willian Matos

25/09/2019 13h03

Vítor Mendonça
redacao@grupojbr.com

A sexta testemunha de acusação, José Ribamar, irmão de Leonardo Campos Alves, porteiro que teria articulado a morte do casal Villela, foi interrogada na manhã desta quarta-feira (25). O depoimento de cerca de uma hora e quinze minutos esclareceu que o condenado teria recebido cerca “de 30 a 40 mil reais”, dinheiro no qual afirma não saber de onde advém. Do caso, ele alega saber apenas o que viu nas notícias veiculadas e que Paulo Cardoso Santana (sobrinho de Leonardo) “tinha matado um homossexual em Montalvânia”. “Paulinho era uma pessoa estourada e caçava brigas por aqui. Acho que foi para Minas [Gerais] pra não morrer.”

Ao Jornal de Brasília, José Ribamar confessou não acreditar que o irmão mais novo esteja envolvido no caso. “Ele é meu irmão, eu acredito nele”. Convidado pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), a testemunha, no entanto, pareceu favorecer os advogados de defesa.

“Quando a Corvida me buscou para prestar depoimento, me senti muito constrangido, porque estava no meu local de trabalho”, disse em depoimento. “Fiquei cerca de sete, oito horas de frente a uma câmera e me senti preso ali. Não tinha nem banheiro”. Respondendo a uma pergunta dos advogados de defesa de Adriana, o homem afirmou que não teria sido interrogado, e que “não sabia o que estava fazendo ali”.

José Ribamar alegou constrangimento durante abordagem das autoridades. Foto: Vítor Mendonça/Jornal de Brasília

Por volta de 12h, estava sendo ouvida a sétima testemunha de acusação deste terceiro dia de julgamento de Adriana Villela, em Tribunal do Júri, no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT). Ecimar Loli, ex-delegado da Divisão de Homicídios 1, da antiga Coordenação de Crimes Contra a Vida (Corvida) depõe sobre a dinâmica do crime diante dos relatos que recebeu à época, de Leonardo, Paulinho e Francisco Mairlon; o último, segundo ele, não se pronunciou sobre o caso.

A expectativa é que, além de José Ribamar e Ecimar Loli, mais duas testemunhas, sendo uma de acusação e outra de defesa, prestem depoimento nesta quarta-feira (25). Rosa Masuad Marcello, amiga há 40 anos da família e pessoal de dona Maria, adiantará seu depoimento e será a oitava a ser ouvida, por precisar viajar amanhã.

A testemunha de acusação mais esperada do dia é Rodrigo Menezes de Barros, papiloscopista da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). Ele irá explicar sobre o laudo feito pelo órgão e deverá receber duras críticas da defesa de Adriana Villela.

“Nossa posição é de que o laudo feito pelo Instituto de Identificação não tem o menor cabimento. O tipo de exame que fizeram não envolve química e descarta totalmente as condições em que possam ter sido feitas as marcas da palmar de Adriana no local do crime”, afirmou o advogado de defesa da ré, Marcelo Turbay.

“Não sabemos se ela tinha comido algo gorduroso e deixado ali, passado um creme hidratante, se havia lavado as mãos… Esse laudo considera apenas a impressão digital no local e de maneira nenhuma comprova a estadia dela no dia do crime ali, apenas que esteve no apartamento nos dias próximos ao do crime”, completou.

Defesa de Adriana afirma que laudo realizado pela PCDF “não tem o menor cabimento”. Foto: Vítor Mendonça/Jornal de Brasília

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