Um crime macabro chocou a cidade de Pirenópolis, no Goiás, no início desta semana. Na última terça-feira (17), os corpos de Loanne Rodrigues, 19, e Joaquim Lourenço da Luz, 47, foram encontrados dilacerados, acorrentados a uma árvore no Morro do Frota, área de preservação ambiental e ponto turístico da cidade. Padrasto e enteada subiram o morro para tirar algumas fotos no local.
Segundo a Delegacia de Polícia Civil de Pirenópolis, na última segunda-feira (16) a mãe de Loanne, Sandra Rodrigues da Silva, 37, levou-os até o local de carro e deixou os dois na subida do morro. O combinado era que voltasse no fim da tarde para buscá-los. Ela contou que a menina ligou avisando da chegada ao topo do morro, mas que depois não conseguiu mais contato com os dois no resto da tarde. Sandra decidiu então subir o Frota com um mototáxi e alguns vizinhos a procura do marido e da filha. Como não tiveram sucesso nas buscas, a mãe de Loanne acionou o corpo de bombeiros.
O agente de polícia Alessandro Curado Pinto conta como estava a cena do crime. “Ela estava acorrentada a árvore pelo pé e o padrasto preso à menina por uma corrente com cadeado. A barriga dela estava dilacerada e alguns órgãos estavam para fora” descreve Alessandro. Segundo ele, inicialmente a perícia cogitou que os ferimentos tivessem sido causados por objeto cortante, por conta da presença de uma faca no local. No entanto, nesta quarta-feira (18) a polícia confirmou que o que causou a morte dos dois foi uma dinamite. Os corpos foram levados para o Instituto Médico Legal de Anápolis e o laudo deve ficar pronto em cerca de 30 dias.
Ciúmes
A polícia suspeita que o próprio Joaquim seja o responsável pelo crime. “Ele era muito ciumento com a garota e ultimamente andava muito nervoso porque ela estava cursando faculdade”, conta o agente Alessandro.
Ainda segundo ele, há dois anos, Loanne teria ido à Festa do Divino (tradicional de Pirenópolis) e o padrasto estava muito nervoso com a demora da garota em voltar para casa. “Quando ela chegou em casa, foi atingida com uma paulada na cabeça. No dia seguinte, a mãe dela veio à delegacia para prestar queixa, mas se negou a dizer quem tinha sido o autor da agressão. Na época, eu ainda comentei que achava que tinha sido o Joaquim”, explica Alessandro.