Uma das consequências das fortes chuvas dos últimos dias foi a cratera que se abriu na altura do km 26 da DF-290, no Gama, por onde passa o Rio Alagado. Os taludes e barreiras se romperam e os destroços da galeria foram levados.
O Departamento de Estradas de Rodagem (DER) enviou equipes ao local, e a Defesa Civil interditou uma das faixas. Porém, o trânsito tem causado dor de cabeça aos que passam por ali.
O vigilante Carlos Carvalho, 50 anos, conta que trata-se de uma pista antiga, inaugurada há mais de 30 anos. “Quando chove, a água passa direto, que nem rio. É muita água mesmo. A pista que caiu foi uma das primeiras daqui. Sem contar que o trânsito está terrível e o pedestre tem que se virar para passar. Está um caos”, reclama.
Engenheiro do DER, Bruno Almeida conta que a pista passou por manutenção preventiva há seis meses, e a erosão aconteceu porque a galeria não suportou a vazão e o talude se rompeu.
“O volume foi muito forte. Estamos avaliando a situação para decidir qual a melhor solução, se faremos obra emergencial de contenção ou a construção de uma ponte. Tudo vai depender do custo”, avisa.
Enquanto isso, a situação persiste. A faixa continuará interditada e não há previsão para o início das intervenções. Será instalada uma barreira metálica para contenção dos veículos e o tráfego continuará em sentido único rumo à Santa Maria.
Segundo a Companhia Energética de Brasília (CEB), uma equipe remanejou os postes afetados pela erosão.