Menu
Brasília

Cozinhas reformadas nos hospitais do DF garantem mais qualidade e segurança alimentar para pacientes

Unidade prepara mais de 1,2 mil refeições por dia com acompanhamento nutricional e estrutura modernizada; outras seis cozinhas hospitalares do DF também passam por reformas

Mateus Souza

10/11/2025 15h00

Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília

Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília

Na semana passada, Edilson Alves deu entrada no Hospital Regional de Samambaia (HRSam) com febre, náuseas e dor. O diagnóstico veio rápido: infecção urinária com complicações nos rins e na bexiga. Desde então, ele passou a integrar o grupo de mais de 3 mil pacientes atendidos mensalmente, que recebem seis refeições diárias preparadas na cozinha do hospital — desjejum, colação, almoço, merenda, jantar e ceia.

“Hoje no almoço, eu comi arroz, feijão, cenoura e carne”, contou o garçom aposentado, que recebe o Benefício de Prestação Continuada (BPC). “A comida chega quentinha, bem preparada. Eu sou diabético, e aqui a alimentação é balanceada. Sempre tem um suco diferente. Já tomei de caju, uva, tamarindo. Tem muita variedade. O médico disse que o alimento é um remédio natural, e aqui é mesmo.”

Na cozinha do HRSam, são preparadas diariamente cerca de 1.218 refeições. Destas, 954 são destinadas a pacientes, servidores e acompanhantes; o restante é enviado aos Centros de Atenção Psicossocial (Caps) de Samambaia e do Recanto das Emas. Além disso, são produzidos 306 lanches para setores internos do hospital.

Qualidade alimentar e estrutura renovada

A nutricionista Rodeluzzi de Andrade, da Secretaria de Saúde (SES-DF), explica que o trabalho começa muito antes de o alimento chegar à bandeja. “Nós prescrevemos a dieta de todos os internados e fiscalizamos a empresa terceirizada responsável pelo preparo”, afirma. “O objetivo é garantir que o alimento chegue seguro, dentro do padrão e conforme a necessidade de cada paciente.”

Ela conta que, em outubro de 2023, a cozinha do hospital passou por uma ampliação. O antigo refeitório foi transferido para o andar térreo, abrindo espaço para a reorganização dos setores. “Agora conseguimos separar melhor as áreas de saladas, panificação, dietas especiais e cozinha geral”, relata. “Isso facilita a limpeza, melhora o fluxo de trabalho e aumenta a segurança dos funcionários.”

Segundo Rodeluzzi, a nova estrutura permite mais controle sanitário e reduz riscos de contaminação. “Os pacientes chegam debilitados e com imunidade baixa, por isso a alimentação precisa ser segura e adequada. Com o novo espaço, ficou mais fácil garantir isso”, destaca.

Cura pela nutrição

A alimentação equilibrada também tem papel importante na recuperação de Raimunda Soares. Internada há mais de um mês, ela chegou em estado grave, com pedras na vesícula e dificuldade de locomoção. “Tem dia que é peixe, tem dia que é frango, carne ao molho, bastante salada e sobremesa”, detalha. “Eu estou comendo para me levantar dessa cama.”

Sua irmã, Francisca Pereira, percebe a melhora: “Os médicos disseram que só um milagre faria ela voltar, e aconteceu. Hoje ela fala, reconhece todo mundo e come sozinha. A comida aqui é saudável e variada, e isso ajudou muito na recuperação.”

Investimentos em outras unidades

Desde 2019, outras cinco unidades da Secretaria de Saúde foram reformadas para garantir mais segurança alimentar e conforto. São elas os hospitais Regional do Guará (HRGu), de Ceilândia (HRC), da Região Leste/Paranoá (HRL), de Sobradinho (HRS) e de Taguatinga (HRT) — este último ainda em obras. Essas unidades produzem entre 600 e 2,8 mil refeições por dia, seguindo padrões nutricionais da SES-DF.

Os hospitais geridos pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) também passam por melhorias. O Hospital de Santa Maria (HRSM), responsável por cerca de 5,2 mil refeições diárias, está recebendo reforma completa com investimento de R$ 8,2 milhões. O projeto inclui novo refeitório, câmaras frigoríficas modernas, climatização e revestimentos de alta performance, com previsão de conclusão em nove meses.

Em 2023, o Hospital de Base também modernizou sua cozinha e refeitório, com investimento de R$ 675 mil. Produzindo cerca de 6 mil refeições por dia, a unidade recebeu novas câmaras frias, piso industrial, dutos de exaustão revisados e climatização. As melhorias garantem mais conforto e segurança alimentar a pacientes e profissionais.

Com informações da Agência Brasília

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado