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Brasília

Corpo de Bombeiros conta com equipe especializada para resgate de vítimas de desabamentos

Arquivo Geral

07/01/2010 0h00

Para o trabalho de resgate de vítimas ou mesmo atuação em casos de acidentes em construção civil, principalmente quando envolvendo soterramento de pessoas, o Corpo de Bombeiros do Distrito Federal conta com o apoio da equipe de Busca e Resgate em Estrutura Colapsada (Brec). O grupo composto por 25 homens treinados nos Estados Unidos, México, Chile, que tem histórico de desabamento e terremotos, auxiliam nos procedimentos envolvendo desmoronamentos.


Em casos de desabamentos um das primeiras coisas a serem feitas segundo o Corpo de Bombeiros é acioná-los para o socorro imediato. Eles recomendam que os demais trabalhadores da obra não iniciarem o processo de salvamento de alguma vitima, caso exista. A explicação é a de que isso aumenta o peso sobre a terra no local e força novos
desabamentos.


O Capitão Tarcisio Vasconcelos, comandante de salvamento terrestre do Corpo de Bombeiros do DF, lembra que entre os procedimentos seguidos estão: avaliação do local, isolamento do local, primeiros socorros à vítima e encaminhamento dela para algum hospital.


Segurança


Todos os projetos de construção civil devem ser aprovados pelo Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea), que recomenda a proteção e segurança do trabalhador. Periodicamente o órgão realiza operações nas construções para saber se os projetos ali executados foram aprovados, se existe registro da obra e ainda se cumprem normas de segurança.


Para iniciar qualquer tipo de obra uma das exigências é que o engenheiro responsável apresente um projeto relativo à segurança no local. É o chamado Programa de Controle de Medidas de Prevenção de Acidente de Trabalho.  Também é recomendado que se estabeleça um
programa de prevenção, que deve ser encaminhado ao Conselho e ao Ministério do Trabalho.


Fiscalização


Mensalmente a instituição emite 500 notificações por essas razões. No caso de irregularidades as obras são embargadas ou mesmo interditadas, como no caso da construtora responsável pela obra da 115 sul, que ficará paralisada por 30 dias até saírem os laudos do acidente que vitimou um trabalhador na última segunda-feira (4).


Para o diretor do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil, Milton Alves de oliveira, as mortes freqüentes são motivadas pela falta de fiscalização. “A quantidade de fiscais em Brasília é insuficiente e os operários, quando vêem a fiscalização, são proibidos de dar informação”, explica.

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